Politraumatizado: Manejo da Prancha Rígida no Trauma

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Sobre a avaliação inicial do paciente politraumatizado, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Não deve ser realizada durante o atendimento pré-hospitalar, sendo prioridade conduzir o paciente ao hospital terciário mais próximo, pois cerca de um terço das mortes preveníveis por trauma ocorrem na primeira hora após o evento traumático, a denominada "hora de ouro".
  2. B) O exame físico na vítima de trauma deve ser iniciado pelo exame neurológico básico, incluindo a escala de coma de Glasgow e a avaliação das pupilas e reflexos profundos, devido a sua importância para determinar mais rápido a necessidade de intubação traqueal. 
  3. C) Se o paciente politraumatizado apresentar agitação psicomotora, deve-se rapidamente administrar sedativos endovenosos para evitar que haja piora das lesões internas e ferimentos.
  4. D) O colar cervical e prancha rígida são indicados apenas aos pacientes com história de queda de grande altura ou com sintomas álgicos em coluna vertebral. 
  5. E) A prancha rígida deve ser utilizada para o transporte. Deve ser mantida durante o exame clínico e retirada, precocemente, logo que se conclua a avaliação radiológica.

Pérola Clínica

Prancha rígida: uso para transporte, manter no exame clínico, retirar precocemente após avaliação radiológica.

Resumo-Chave

A prancha rígida é essencial para o transporte seguro de pacientes politraumatizados, mantendo a imobilização da coluna. Contudo, seu uso prolongado pode causar lesões por pressão, sendo crucial a retirada precoce após a exclusão de lesões vertebrais por exames de imagem.

Contexto Educacional

A avaliação inicial do paciente politraumatizado segue protocolos padronizados, como o ATLS (Advanced Trauma Life Support), que priorizam a identificação e tratamento de lesões com risco de vida imediato. O atendimento pré-hospitalar é crucial para a estabilização inicial e transporte seguro, sendo a 'hora de ouro' um conceito que enfatiza a importância da rapidez na abordagem para melhorar o prognóstico. A imobilização da coluna vertebral é uma etapa fundamental para prevenir lesões secundárias. A prancha rígida, juntamente com o colar cervical, é um dispositivo de imobilização utilizado para o transporte do paciente com suspeita de trauma raquimedular. Sua função é manter a coluna em posição neutra e alinhada, minimizando movimentos que possam agravar lesões existentes ou causar novas. No entanto, a prancha rígida não é um dispositivo terapêutico e seu uso prolongado está associado a complicações. No ambiente hospitalar, após a chegada do paciente, a prancha rígida deve ser mantida durante a avaliação primária e secundária, incluindo a realização de exames de imagem, como radiografias e tomografia computadorizada da coluna. Uma vez que a integridade da coluna vertebral seja confirmada e lesões instáveis excluídas, a prancha deve ser removida o mais rápido possível para evitar úlceras de pressão, dor e desconforto, que podem impactar negativamente a recuperação do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da prancha rígida no atendimento ao politraumatizado?

A prancha rígida é crucial para a imobilização da coluna vertebral durante o transporte, prevenindo o agravamento de possíveis lesões medulares. Ela garante o alinhamento e a estabilidade da coluna.

Quando a prancha rígida deve ser retirada do paciente traumatizado?

A prancha rígida deve ser retirada precocemente, logo após a conclusão da avaliação radiológica da coluna vertebral e a exclusão de lesões significativas, para evitar complicações como úlceras de pressão.

Quais são os riscos de manter a prancha rígida por muito tempo?

O uso prolongado da prancha rígida pode levar a lesões por pressão na pele, especialmente em áreas de proeminências ósseas, além de causar dor e desconforto ao paciente.

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