SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Paciente, sexo feminino, 38 anos, portadora de diabetes, procurou a urgência do Hospital X, relatando que há 2 dias iniciou com quadro de febre alta, dor no corpo, prostração, artralgia, mialgia, fezes amolecidas e cefaleia holocraniana.Além da hidratação, a melhor conduta nesse caso é
Paciente com febre aguda e sintomas sistêmicos → hemograma imediato para avaliar gravidade e direcionar conduta.
Em casos de febre alta, prostração e sintomas sistêmicos como artralgia e mialgia, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes, a avaliação laboratorial rápida com hemograma é crucial. Permite identificar sinais de alarme, como plaquetopenia ou hemoconcentração, que são fundamentais para o manejo de arboviroses como a dengue, evitando atrasos no diagnóstico e tratamento.
A avaliação de um paciente com febre aguda e sintomas sistêmicos é um desafio comum na urgência. A dengue, zika e chikungunya são arboviroses endêmicas em muitas regiões, e seu diagnóstico precoce é fundamental para um manejo adequado. A história clínica detalhada, incluindo epidemiologia e comorbidades, é o primeiro passo. Pacientes diabéticos, idosos ou com outras condições crônicas podem ter um curso mais grave da doença. A fisiopatologia da dengue, por exemplo, envolve a replicação viral e a resposta imune do hospedeiro, que pode levar a um aumento da permeabilidade vascular e extravasamento plasmático, resultando em hemoconcentração e choque. O hemograma é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica essencial, revelando leucopenia, plaquetopenia e, em casos de gravidade, hemoconcentração. A solicitação imediata e a avaliação no mesmo dia permitem monitorar a evolução e intervir precocemente. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação vigorosa e sintomáticos. A identificação de sinais de alarme ou gravidade (como plaquetopenia progressiva ou hemoconcentração) exige internação e monitoramento intensivo. A conduta correta evita complicações graves e melhora o prognóstico, sendo um ponto crucial na formação do residente.
Os principais sinais de alarme na dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas, letargia, irritabilidade, hipotensão postural e hepatomegalia dolorosa. A plaquetopenia e a hemoconcentração no hemograma são achados laboratoriais importantes.
O hemograma fornece informações rápidas sobre a contagem de leucócitos, plaquetas e hematócrito, que são cruciais para identificar infecções bacterianas, virais (como a dengue) e sinais de gravidade, como a hemoconcentração e a plaquetopenia, que guiam a decisão terapêutica imediata.
As sorologias para arboviroses geralmente são solicitadas após o 5º dia de sintomas, pois antes desse período os anticorpos IgM podem não estar detectáveis, resultando em falsos negativos. No entanto, testes rápidos de antígeno (NS1 para dengue) podem ser úteis nos primeiros dias.
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