Avaliação Inicial Infertilidade: Exames Essenciais

UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 34 anos, nunca engravidou. Queixa-se de incapacidade de engravidar há 18 meses. Ela e o marido gozam de boa saúde. Para este casal, qual dos seguintes NÃO faz parte da avaliação básica inicial de infertilidade?

Alternativas

  1. A) Calendário menstrual
  2. B) Espermograma
  3. C) Videolaparoscopia
  4. D) Histerossalpingografia

Pérola Clínica

Avaliação básica infertilidade NÃO inclui videolaparoscopia; foca em espermograma, ovulação e permeabilidade tubária.

Resumo-Chave

A avaliação básica inicial da infertilidade conjugal foca em identificar as causas mais comuns e tratáveis, como fatores masculinos (espermograma), ovulatórios (calendário menstrual, dosagens hormonais) e tubários (histerossalpingografia). A videolaparoscopia é um procedimento invasivo, reservado para casos onde a avaliação inicial sugere patologia pélvica ou quando outras investigações não foram conclusivas, não fazendo parte da rotina inicial.

Contexto Educacional

A infertilidade, definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais desprotegidas em mulheres com menos de 35 anos, ou 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais, afeta uma parcela significativa dos casais. A avaliação inicial da infertilidade conjugal deve ser sistemática e progressiva, começando pelos exames menos invasivos e de menor custo, buscando identificar as causas mais comuns e tratáveis. A fisiopatologia da infertilidade é multifatorial, envolvendo fatores masculinos (alterações no espermograma), femininos (distúrbios ovulatórios, tubários, uterinos, endometriose) e, em alguns casos, infertilidade sem causa aparente. A avaliação básica inicial foca em três pilares principais: a análise do sêmen (espermograma) para o fator masculino, a avaliação da ovulação (história menstrual, dosagens hormonais como FSH, LH, estradiol, progesterona, ultrassonografia transvaginal seriada) e a avaliação da permeabilidade tubária e da cavidade uterina (histerossalpingografia). A videolaparoscopia, embora seja um método diagnóstico e terapêutico valioso para patologias pélvicas como endometriose e aderências, é um procedimento invasivo e não faz parte da avaliação básica inicial de rotina. Ela é reservada para casos onde há forte suspeita clínica de patologia pélvica não detectada por outros exames, ou quando a infertilidade permanece inexplicada após a avaliação básica, tornando-se parte da investigação de infertilidade sem causa aparente ou para tratamento de condições específicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares da avaliação básica inicial da infertilidade conjugal?

Os pilares incluem a avaliação do fator masculino (espermograma), a avaliação do fator ovulatório (história menstrual, dosagens hormonais, ultrassonografia seriada) e a avaliação do fator tubário e uterino (histerossalpingografia).

Por que o espermograma é um exame fundamental na avaliação inicial da infertilidade?

O espermograma é crucial porque o fator masculino contribui para cerca de 30-50% dos casos de infertilidade. Ele avalia a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides, fornecendo informações essenciais sobre a capacidade reprodutiva do homem.

Quando a videolaparoscopia é indicada na investigação da infertilidade?

A videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico e é indicada em casos específicos, como suspeita de endometriose, aderências pélvicas, miomas uterinos ou outras patologias pélvicas que não foram diagnosticadas por exames menos invasivos, ou quando a infertilidade permanece inexplicada após a avaliação básica.

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