Infertilidade Feminina: Laparoscopia na Avaliação Pélvica

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Casal em investigação de fertilidade trouxe à consulta resultados de espermograma e de exames hormonais normais. A paciente tinha história de internação por doença inflamatória pélvica. Que opção, dentre as abaixo, é o exame padrão ouro para avaliar a anatomia pélvica feminina?

Alternativas

  1. A) Laparoscopia
  2. B) Histerossalpingografia
  3. C) Histeroscopia
  4. D) Ressonância magnética da pelve

Pérola Clínica

Investigação de infertilidade com história de DIP → laparoscopia é padrão ouro para avaliar anatomia pélvica e permeabilidade tubária.

Resumo-Chave

Em casos de infertilidade com histórico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), há alta suspeita de fator tubário. A laparoscopia é considerada o padrão ouro para avaliar a anatomia pélvica feminina, permitindo a visualização direta das tubas uterinas, aderências e outras alterações que podem comprometer a fertilidade, além de possibilitar intervenções terapêuticas.

Contexto Educacional

A investigação da infertilidade feminina é um processo complexo que busca identificar as causas que impedem a concepção. Um dos fatores mais importantes a ser avaliado é a anatomia pélvica, especialmente a integridade das tubas uterinas, que podem ser comprometidas por condições como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A DIP é uma infecção do trato genital superior que pode levar à formação de aderências e obstrução tubária, sendo uma causa comum de infertilidade tubária. A fisiopatologia da infertilidade tubária pós-DIP envolve a inflamação e fibrose das tubas, que alteram sua motilidade e permeabilidade, impedindo a captação do óvulo e o transporte do embrião. O diagnóstico preciso da anatomia pélvica é crucial para direcionar o tratamento. Embora exames como a histerossalpingografia (HSG) e a ultrassonografia transvaginal forneçam informações valiosas, eles têm limitações na detecção de aderências peritubárias ou endometriose. Nesse contexto, a laparoscopia é considerada o padrão ouro para a avaliação da anatomia pélvica feminina na investigação da infertilidade. Ela permite a visualização direta das tubas uterinas, ovários, útero e peritônio, possibilitando identificar aderências, endometriose, hidrossalpinge e outras patologias que podem afetar a fertilidade. Além de diagnóstica, a laparoscopia pode ser terapêutica, permitindo a correção de algumas dessas alterações no mesmo tempo cirúrgico, otimizando as chances de gravidez.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e infertilidade?

A DIP pode causar danos irreversíveis às tubas uterinas, levando à formação de aderências, oclusão tubária e hidrossalpinge. Essas alterações anatômicas impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide ou a passagem do embrião para o útero, resultando em infertilidade tubária.

Quando a histerossalpingografia (HSG) é indicada na investigação da infertilidade?

A HSG é um exame inicial importante para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. É indicada para rastrear o fator tubário e uterino, mas não oferece a mesma visão detalhada da pelve que a laparoscopia.

Quais as vantagens da laparoscopia na investigação da infertilidade feminina?

A laparoscopia permite a visualização direta de toda a cavidade pélvica, identificando aderências, endometriose, hidrossalpinge e outras anomalias. Além de diagnóstica, pode ser terapêutica, permitindo a lise de aderências ou a correção de patologias durante o mesmo procedimento.

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