UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Paciente, 55 anos, sem patologias conhecidas, procurou o serviço de ginecologia da unidade básica de saúde para seguimento ginecológico de rotina indica fogachos eventuais e insônia. De antecedentes familiares, a mãe é hipertensa e o pai era diabético e hipertenso (falecido). Menopausada há 04 anos quais os exames complementares você obrigatoriamente solicitaria na avaliação de rotina desta paciente
Mulher > 50 anos, menopausada, com fogachos e histórico familiar de HAS/DM → Mamografia, Glicemia, Lipidograma, TSH.
Na avaliação de rotina de uma paciente menopausada, especialmente com sintomas climatéricos e histórico familiar de doenças crônicas, é fundamental solicitar exames que rastreiem condições prevalentes nessa faixa etária, como câncer de mama (mamografia), diabetes (glicemia), dislipidemia (lipidograma) e disfunção tireoidiana (TSH), que podem mimetizar sintomas da menopausa.
A avaliação ginecológica de rotina em pacientes pós-menopausa é um momento crucial para o rastreamento de diversas condições de saúde que se tornam mais prevalentes com o envelhecimento e as alterações hormonais. Além de abordar os sintomas climatéricos, como fogachos e insônia, é imperativo focar na prevenção e detecção precoce de doenças crônicas e neoplasias. Nessa faixa etária, a mamografia é um exame de rastreamento fundamental para o câncer de mama, cuja incidência aumenta significativamente após a menopausa. O histórico familiar de hipertensão e diabetes na paciente reforça a necessidade de rastreamento metabólico. A glicemia de jejum é essencial para detectar diabetes mellitus, enquanto o lipidograma avalia o risco de dislipidemia e doenças cardiovasculares, que são as principais causas de morbimortalidade em mulheres pós-menopausa. Adicionalmente, a solicitação de TSH é relevante, pois disfunções da tireoide são comuns nessa idade e seus sintomas (fadiga, alterações de humor, insônia) podem ser confundidos com os da menopausa. A ultrassonografia transvaginal, embora útil em algumas situações (sangramento pós-menopausa, avaliação endometrial), não é considerada um exame de rotina obrigatório para todas as pacientes assintomáticas na pós-menopausa, a menos que haja indicações específicas. Portanto, a combinação de mamografia, glicemia, lipidograma e TSH oferece um rastreamento abrangente e custo-efetivo para as condições mais relevantes.
Na pós-menopausa, a mamografia é um exame obrigatório para o rastreamento do câncer de mama, seguindo as diretrizes de idade e periodicidade estabelecidas pelas sociedades médicas. O exame ginecológico e o Papanicolau continuam sendo importantes para o rastreamento de câncer de colo de útero, se a paciente ainda tiver colo.
A menopausa está associada a um aumento do risco cardiovascular e metabólico. A glicemia de jejum é essencial para rastrear diabetes mellitus, especialmente com histórico familiar. O lipidograma avalia o perfil lipídico, identificando dislipidemias que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, condições que se tornam mais prevalentes após a menopausa.
O TSH (hormônio tireoestimulante) é importante para avaliar a função tireoidiana. Sintomas como insônia e alterações de humor podem ser comuns tanto na menopausa quanto em disfunções da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo). O rastreamento de disfunções tireoidianas é recomendado, pois elas são prevalentes e tratáveis, podendo mimetizar ou exacerbar os sintomas climatéricos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo