UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2018
Mulher de 82 anos, analfabeta, é atendida no ambulatório e é realizada uma Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), com os seguintes resultados: De acordo com a AGA, os riscos à paciente são:
AGA em idosos → identificar riscos como queda (instabilidade) e depressão (isolamento, comorbidades).
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é uma ferramenta multidimensional essencial para identificar vulnerabilidades em idosos, como o risco de quedas (comum devido a polifarmácia, sarcopenia, déficits sensoriais) e depressão (frequentemente subdiagnosticada, especialmente em analfabetos). A idade avançada e o analfabetismo podem ser fatores de risco adicionais.
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é uma ferramenta essencial na geriatria, permitindo uma abordagem holística e individualizada do paciente idoso. Diferente de uma avaliação médica tradicional focada em doenças específicas, a AGA busca identificar problemas, fragilidades e recursos em diversas dimensões: física, mental, social e funcional. Seu objetivo é otimizar a saúde, a autonomia e a qualidade de vida do idoso, prevenindo ou retardando a dependência. No caso de uma paciente idosa e analfabeta, a AGA se torna ainda mais crítica, pois fatores como o nível educacional podem influenciar a comunicação e a percepção de saúde. O risco de quedas é uma preocupação majoritária em geriatria, com consequências devastadoras. A depressão, por sua vez, é frequentemente subdiagnosticada em idosos, mascarada por sintomas somáticos ou atribuída ao envelhecimento normal, impactando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico. Para residentes, dominar a AGA é fundamental para uma prática geriátrica competente. A identificação precoce de riscos como quedas e depressão permite a implementação de intervenções preventivas e terapêuticas direcionadas, melhorando desfechos. A abordagem deve ser sempre individualizada, considerando as particularidades de cada paciente, como o analfabetismo, que exige adaptações na comunicação e na aplicação de instrumentos de rastreamento.
A AGA é uma avaliação multidimensional que inclui a avaliação da funcionalidade (AVDs e AIVDs), cognição, humor (depressão), nutrição, polifarmácia, mobilidade (risco de quedas), condições sociais e comorbidades.
O risco de queda é elevado em idosos devido a fatores como sarcopenia, osteoporose, déficits visuais e auditivos, polifarmácia, hipotensão postural e doenças neurológicas. Quedas podem levar a fraturas, hospitalização, perda de funcionalidade e aumento da mortalidade.
O rastreamento da depressão em idosos pode ser feito com escalas como a Escala de Depressão Geriátrica (EDG), que possui versões curtas e pode ser adaptada para pacientes analfabetos através de perguntas diretas e observação clínica cuidadosa do humor e comportamento.
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