UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
As projeções populacionais citam o envelhecimento demográfico brasileiro crescente desafiando as políticas sociais atuais e os profissionais de saúde, principalmente sobre as doenças crônicodegenerativas. Em relação à avaliação da pessoa idosa, é correto afirmar:
Avaliação do idoso → sempre multidimensional (física, mental, social, funcional) para cuidado integral.
A avaliação multidimensional do idoso é crucial para identificar fragilidades, comorbidades e riscos sociais, permitindo um plano de cuidado individualizado e integral, que vai além da abordagem focada apenas em doenças específicas.
O envelhecimento populacional é um fenômeno global, e no Brasil, representa um desafio crescente para os sistemas de saúde. A pessoa idosa frequentemente apresenta múltiplas comorbidades, polifarmácia e alterações funcionais e cognitivas, o que exige uma abordagem diferenciada. A avaliação multidimensional do idoso (AMI) é uma ferramenta essencial na geriatria, permitindo uma compreensão abrangente do estado de saúde do paciente, indo além da simples lista de doenças. A fisiopatologia do envelhecimento envolve a diminuição da reserva funcional de múltiplos órgãos e sistemas, tornando os idosos mais vulneráveis a estressores. O diagnóstico de problemas no idoso não se limita a exames laboratoriais; a AMI utiliza instrumentos padronizados para avaliar funcionalidade (atividades de vida diária - AVDs e atividades instrumentais de vida diária - AIVDs), cognição (Mini-Exame do Estado Mental), humor (Escala de Depressão Geriátrica), mobilidade (Teste Timed Up and Go), nutrição e aspectos sociais. Suspeitar de fragilidade ou declínio funcional é o gatilho para a AMI. O tratamento e o plano de cuidado resultantes da AMI são individualizados, focando na manutenção da funcionalidade, prevenção de quedas, otimização da polifarmácia, manejo de síndromes geriátricas e suporte psicossocial. O prognóstico é melhorado quando se adota uma abordagem integral, que visa não apenas prolongar a vida, mas também garantir sua qualidade e autonomia. É um pilar para a formação de residentes em diversas especialidades que lidarão com essa população.
A avaliação multidimensional abrange domínios como funcionalidade (AVDs/AIVDs), cognição, humor, mobilidade, nutrição, comorbidades, polifarmácia e aspectos sociais.
É fundamental porque permite identificar problemas ocultos, riscos de fragilidade e necessidades complexas que uma avaliação clínica padrão pode não detectar, otimizando o plano de cuidado e melhorando a qualidade de vida.
Ela permite a criação de um plano de cuidado individualizado e abrangente, que aborda não apenas as doenças, mas também a funcionalidade, o bem-estar psicossocial e a prevenção de eventos adversos como quedas e hospitalizações.
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