Ultra-X Medicina Diagnóstica (SP) — Prova 2015
A avaliação apropriada de uma pessoa idosa é uma habilidade que deve fazer parte das competências de um Médico de Família. Em relação a esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
Incontinência urinária no idoso: rastreio ativo é essencial, pois muitos não relatam espontaneamente.
A incontinência urinária é comum em idosos e impacta significativamente a qualidade de vida. Muitos pacientes sentem vergonha ou a consideram parte normal do envelhecimento, não a relatando sem serem questionados ativamente.
A avaliação geriátrica ampla é uma ferramenta essencial na atenção primária, permitindo identificar problemas comuns e complexos que afetam a saúde do idoso. Diferente da avaliação de adultos jovens, ela deve abordar aspectos funcionais, cognitivos, sociais e emocionais, além das condições médicas. A proatividade do médico em questionar sobre temas sensíveis é crucial, pois muitos idosos não os relatam espontaneamente. A incontinência urinária é um exemplo clássico. Embora comum e com grande impacto na qualidade de vida, é frequentemente subnotificada. O rastreamento ativo permite identificar pacientes que podem se beneficiar de intervenções simples, como modificações comportamentais, exercícios do assoalho pélvico ou tratamento farmacológico. Outros pontos importantes na avaliação do idoso incluem a triagem para deficiência auditiva (presbiacusia é a causa mais comum, não colesteatoma), depressão (que pode ser atípica e comórbida, dificultando o diagnóstico) e a discussão sobre sexualidade, que permanece relevante para muitos idosos. A abordagem integral visa promover o envelhecimento saudável e a autonomia.
Muitos idosos não relatam a incontinência urinária espontaneamente devido a constrangimento ou por considerá-la uma consequência inevitável do envelhecimento, o que leva ao subdiagnóstico e à perda de oportunidades de tratamento.
A presbiacusia (perda auditiva relacionada à idade) é a causa mais comum, caracterizada por perda bilateral e simétrica, principalmente para sons de alta frequência, e não o colesteatoma.
A depressão no idoso pode se apresentar com sintomas atípicos, como queixas somáticas, apatia e anedonia, em vez de tristeza explícita. Além disso, a comorbidade com outras doenças crônicas e o uso de múltiplos medicamentos podem mascarar ou mimetizar os sintomas depressivos, dificultando o diagnóstico.
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