Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Paciente ASM, analfabeta, 80 anos, avaliada na UBS do Universitário no dia de atendimento da Saúde do Idoso pela preceptora da unidade relata antecedentes de DM, HAS, Osteoporose e Osteoartrose de joelhos. - Inventário medicamentoso: omeprazol em jejum, Ibuprofeno 8/8 h se dor, Hidroclorotiazida 25 mg/dia, atenolol 50 mg/dia, Glibenclamida 5 mg 3 x dia Metformina 850mg 3x dia, AAS 100mg/dia, Clonazepam 0,5mg a noite e Amitriptilina 25 mg a noite, sinvastatina20 mg, ômega 3 e , alendronato de sódio 70 mg, cálcio e vitamina D. - Queixa Principal: dor nos joelhos e dificuldade para deambulação há aproximadamente 2 anos. Interrogatório Sintomatológico: fadiga, astenia, urgência miccional, dor no corpo tudo, rigidez articular matinal, desmotivação, insônia, diminuição de memória recente e tonturas diárias. Realizado AGA (avaliação geriátrica ampla/Funcional - Global) encontrando: Miniavaliação do estado mental (MEEM): 9 pontos. Escala geriátrica de depressão (EGD) 11 pontos, AIVD: 14/27 precisa de ajuda para uso de telefone, gerenciar medicamentos, finanças, preparar refeições e transporte. AVD: 2/6: + continência e alimentação. Get up and GO: 33 segundos. Deambula com dispositivoauxiliar da marcha IMC: 23Kg/m2 CP(circunferência da panturrilha)= 33 cm; Segundo o resultado da Avalização Funcional da paciente, que lista de problemas e ou Síndromes Geriátricas estão presente nesta paciente no momento da avaliação, exceto:
AGA completa → identificar síndromes geriátricas como polifarmácia, depressão, insuficiência cognitiva, risco de quedas e dependência.
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é fundamental para identificar as múltiplas síndromes geriátricas em pacientes idosos. A paciente apresenta polifarmácia, medicamentos inapropriados, depressão (EGD 11), insuficiência cognitiva (MEEM 9), dependência funcional (AIVD 14/27, AVD 2/6) e risco de quedas (Get up and GO 33s, dificuldade de deambulação), mas não há dados que sugiram desnutrição (IMC e CP normais) ou delirium (ausência de alteração aguda da consciência).
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é uma abordagem multidimensional e interdisciplinar para avaliar as capacidades funcionais, saúde física, saúde mental e situação socioambiental de idosos. É fundamental para identificar as síndromes geriátricas, que são condições multifatoriais comuns em idosos, com impacto significativo na qualidade de vida e prognóstico, e que muitas vezes não são detectadas em avaliações clínicas rotineiras. A paciente ASM apresenta diversas síndromes geriátricas. A polifarmácia é evidente pelo grande número de medicamentos. Medicamentos inapropriados incluem Ibuprofeno (AINE em idosa com HAS, DM, osteoporose), Glibenclamida (alto risco de hipoglicemia), Clonazepam e Amitriptilina (sedação, risco de quedas, efeitos anticolinérgicos). A insuficiência cognitiva é indicada pelo MEEM de 9 pontos. A depressão é sugerida pela EGD de 11 pontos. O risco de quedas é alto devido à dificuldade de deambulação, Get up and GO de 33 segundos e uso de medicamentos que afetam o SNC. A dependência funcional é clara pela necessidade de ajuda em várias AIVDs e AVDs. A desnutrição não é indicada (IMC e CP normais). O delirium é uma alteração aguda e flutuante da consciência e cognição, e não há informações no enunciado que sugiram esse quadro. Portanto, a alternativa D é a exceção. O manejo dessas síndromes envolve a revisão medicamentosa (desprescrição), intervenções para melhorar a cognição e o humor, programas de exercícios para mobilidade e prevenção de quedas, e suporte social, visando a otimização da funcionalidade e qualidade de vida do idoso.
A AGA inclui avaliação funcional (Atividades Básicas e Instrumentais da Vida Diária - AVD e AIVD), cognitiva (Mini-exame do Estado Mental - MEEM), do humor (Escala Geriátrica de Depressão - EGD), social, nutricional, de mobilidade (Teste Get up and Go) e revisão medicamentosa.
Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos (geralmente >5). Medicamentos inapropriados são aqueles com risco maior que benefício para idosos, identificados por critérios como Beers ou STOPP/START, que consideram a idade, comorbidades e interações medicamentosas.
Delirium é caracterizado por alteração aguda e flutuante da atenção e da consciência, com mudança no estado cognitivo, não explicada por demência preexistente. É um quadro agudo que requer investigação e manejo urgentes.
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