FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
O médico de família, ao atender seu Joaquim, de 82 anos, que foi levado por sua cuidadora com relato de ""muito esquecimento"" que para ela era Alzheimer, solicitou uma Ressonância do cérebro, um exame de sangue e o encaminhou para o neurologista. Com base nesta história assinale a alternativa correta:
Suspeita de demência → Anamnese detalhada (paciente/cuidador) + Miniexame Mental.
A avaliação inicial de um idoso com queixa de esquecimento deve ser abrangente, incluindo uma anamnese detalhada com o paciente e o cuidador para entender a natureza e o impacto dos sintomas, além da aplicação de testes de rastreio cognitivo como o Miniexame do Estado Mental (MEEM), antes de solicitar exames complementares ou encaminhar.
A avaliação de um idoso com queixa de "esquecimento" é um desafio comum na atenção primária e requer uma abordagem cuidadosa para diferenciar o declínio cognitivo normal do envelhecimento de um quadro demencial. A demência de Alzheimer é a causa mais comum, mas outras demências e causas reversíveis de declínio cognitivo devem ser consideradas. O primeiro passo essencial é uma anamnese detalhada, não apenas com o paciente, mas também com um informante confiável (cuidador ou familiar), para obter informações sobre a natureza, duração e impacto dos sintomas na vida diária. Em seguida, a aplicação de testes de rastreio cognitivo, como o Miniexame do Estado Mental (MEEM) ou o teste do relógio, é fundamental para quantificar o déficit e guiar a investigação. Somente após essa avaliação inicial, e com base nos achados, deve-se considerar a solicitação de exames complementares (laboratoriais para causas reversíveis, como deficiência de B12 ou hipotireoidismo, e neuroimagem para excluir outras patologias) e o encaminhamento para um especialista, se necessário, para confirmação diagnóstica e manejo específico. O início de medicação para memória sem um diagnóstico completo é inadequado.
Os primeiros passos incluem uma anamnese detalhada com o paciente e um informante confiável (cuidador), seguida pela aplicação de testes de rastreio cognitivo, como o Miniexame do Estado Mental (MEEM), para quantificar o déficit e guiar a investigação.
O Miniexame do Estado Mental (MEEM) é uma ferramenta de rastreio cognitivo amplamente utilizada que avalia diversas funções cognitivas (orientação, atenção, memória, linguagem, praxia), sendo útil para identificar déficits e monitorar a progressão do declínio cognitivo em idosos.
O encaminhamento para um neurologista é apropriado após uma avaliação inicial completa na atenção primária, especialmente se houver dúvidas diagnósticas, progressão rápida dos sintomas, apresentação atípica, ou necessidade de manejo de casos complexos ou início de terapias específicas.
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