INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Um paciente com 45 anos de idade, casado e com três filhos (8 meses, 7 anos e 12 anos de idade), trabalhador da construção civil, tem histórico de febre vespertina, tosse e emagrecimento há seis meses. Radiografia de tórax mostra infiltrado em lobo superior direito contendo cavitação e a baciloscopia do escarro é positiva para tuberculose. Em relação à avaliação dos contatos do paciente, é correto afirmar que:
Contato assintomático < 10 anos → Conduta depende do tempo de BCG e resultado do PPD.
A avaliação de contatos visa identificar casos novos e tratar a Infecção Latente (ILTB). Em crianças, a interpretação do PPD deve considerar o tempo decorrido desde a vacinação BCG.
A investigação de contatos é uma estratégia prioritária do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. O objetivo é duplo: identificar precocemente casos de TB ativa e detectar indivíduos com Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) que se beneficiariam do tratamento preventivo (geralmente com Isoniazida ou Rifampicina). Em pediatria, a interpretação da Prova Tuberculínica é nuançada pela cobertura vacinal da BCG. Embora a BCG proteja contra formas graves (meníngea e miliar), ela pode interferir na leitura do PPD nos primeiros anos de vida. As diretrizes brasileiras evoluíram para simplificar esse manejo, mas o histórico vacinal permanece um dado clínico relevante na definição de condutas profiláticas em crianças assintomáticas expostas ao bacilo.
Em crianças vacinadas com BCG há menos de dois anos, a PT (ou PPD) pode apresentar reatividade devido à própria vacina. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda considerar como infecção latente valores maiores de PT (geralmente ≥ 10mm) nessas crianças, enquanto em não vacinadas ou vacinadas há mais tempo, valores ≥ 5mm já são considerados positivos no contexto de contato próximo.
Todos os contatos de casos de TB pulmonar bacilífera devem ser avaliados. Adultos assintomáticos devem realizar a Prova Tuberculínica (ou IGRA). Se a PT for ≥ 5mm, deve-se realizar radiografia de tórax para excluir doença ativa e, se normal, iniciar o tratamento da Infecção Latente (ILTB).
É considerada contato qualquer pessoa que conviva no mesmo ambiente (domiciliar, ocupacional, institucional) com um caso de TB pulmonar ou laríngea. O risco é maior em contatos de casos com baciloscopia positiva (bacilíferos) e em ambientes fechados e mal ventilados.
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