Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
O comprometimento cognitivo é detectado e diagnosticado mediante a combinação de anamnese com paciente e informante que tenha conhecimento da história do paciente e de avaliação cognitiva objetiva, mediante exame breve do estado mental ou avaliação neuropsicológica.Sendo inadequado apenas que:
Avaliação neuropsicológica é complementar; não é *sempre* necessária se anamnese e exame breve já são diagnósticos.
O diagnóstico de comprometimento cognitivo (incluindo demência) é multifacetado, combinando história clínica detalhada (com informante), exame do estado mental e, se necessário, avaliação neuropsicológica. A avaliação neuropsicológica aprofundada é indicada quando há dúvidas diagnósticas ou para diferenciar subtipos, mas não é um requisito *sempre* que o diagnóstico já é claro.
O diagnóstico do comprometimento cognitivo, que engloba desde o comprometimento cognitivo leve (CCL) até as diversas formas de demência, é um processo complexo e multifacetado. Ele se baseia na integração de informações obtidas através de uma anamnese detalhada, preferencialmente com a participação de um informante confiável que conheça o paciente há tempo, e de uma avaliação cognitiva objetiva. Esta última pode ser realizada por meio de exames breves do estado mental (como o Mini-Exame do Estado Mental ou o MoCA) ou, em casos mais complexos, por uma avaliação neuropsicológica completa. A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta aprofundada que permite uma análise detalhada dos diversos domínios cognitivos (memória, atenção, funções executivas, linguagem, habilidades visuoespaciais, etc.) e pode ajudar a identificar padrões específicos de déficits, auxiliando no diagnóstico diferencial entre diferentes tipos de demência ou entre CCL e demência. No entanto, ela não é *sempre* obrigatória. Se a anamnese e o exame cognitivo breve já fornecem informações suficientes para um diagnóstico confiável, a avaliação neuropsicológica pode ser dispensada em um primeiro momento, sendo reservada para situações de dúvida diagnóstica ou para aprofundamento. É fundamental que os comprometimentos cognitivos ou comportamentais afetem no mínimo dois domínios para o diagnóstico de demência, impactando a funcionalidade do indivíduo. A compreensão dos domínios cognitivos, como memória (dificuldade em adquirir ou evocar informações recentes) e funções executivas (comprometimento do raciocínio e julgamento), é essencial para a correta avaliação e diagnóstico, permitindo um manejo adequado e a orientação de pacientes e familiares.
A anamnese com um informante (familiar, cuidador) é crucial para obter informações sobre as mudanças cognitivas e comportamentais do paciente ao longo do tempo, pois o próprio paciente pode não ter insight sobre suas dificuldades.
Os principais domínios cognitivos que podem ser afetados incluem memória, funções executivas, linguagem, atenção, habilidades visuoespaciais e cognição social, impactando a funcionalidade diária.
A avaliação neuropsicológica é indicada quando há dúvidas diagnósticas, para diferenciar tipos de demência, para avaliar comprometimentos sutis ou para monitorar a progressão da doença, especialmente quando o exame cognitivo breve é inconclusivo.
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