HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
A avaliação clínica perioperatória é descrita como análise clínica que objetiva quantificar o risco de complicações clínicas perioperatórias. Essa avaliação deve ser baseada em variáveis clínicas e em resultados de exames subsidiários (quando indicados) e deve considerar os riscos de complicações cardíacas e não cardíacas.Manual do residente de clínica médica. Maria Helena Sampaio Favarato et al. 3.ª ed. - Santana de Parnaíba/SP: Manole, 2023.Considerando o texto acima apenas de caráter informativo sobre avaliação clínica perioperatória bem como sua importância e seus assuntos correlatos, julgue:Em pacientes de baixo risco, deambulação precoce é estimulada para minimizar risco de complicações pulmonares.
Deambulação precoce = ↓ risco de atelectasia, pneumonia e TVP no pós-operatório.
A mobilização precoce melhora a mecânica ventilatória e reduz a estase venosa, sendo uma intervenção de baixo custo e alta eficácia para prevenir complicações sistêmicas.
A avaliação perioperatória visa identificar comorbidades e otimizar o estado clínico do paciente antes do procedimento cirúrgico. Em pacientes de baixo risco, o foco recai sobre medidas preventivas gerais que aceleram a recuperação e minimizam o tempo de internação. A deambulação precoce é um pilar central dos protocolos modernos de recuperação otimizada (ERAS), pois atua diretamente na prevenção de complicações respiratórias e tromboembólicas, sendo recomendada para todos os pacientes que não possuam contraindicações motoras ou hemodinâmicas.
A deambulação precoce é fundamental porque promove a expansão pulmonar, prevenindo atelectasias e pneumonias, além de estimular o retorno venoso, o que reduz drasticamente a incidência de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar. Em pacientes de baixo risco, essa medida é muitas vezes a principal estratégia de profilaxia não farmacológica.
As complicações mais comuns incluem atelectasia, pneumonia nosocomial, broncoespasmo e exacerbação de doenças pulmonares pré-existentes. Elas ocorrem devido à redução da capacidade residual funcional e alteração do padrão respiratório causadas pela dor, anestesia e imobilidade no leito.
O risco cirúrgico é inicialmente estratificado pela escala da American Society of Anesthesiologists (ASA), que avalia o estado físico do paciente, e complementado por índices de risco cardíaco, como o Índice de Risco Cardíaco Revisado (RCRI/Lee), além da avaliação da capacidade funcional em equivalentes metabólicos (METs).
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