HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Em uma consulta pré-natal de rotina, o obstetra nota aumento de 1 cm na altura uterina entre as consultas mensais. O diagnóstico mais provável nesse caso é:
Aumento de AU < 1 cm/mês após 20 sem → Sugere Restrição de Crescimento Fetal (RCF).
A altura uterina (AU) deve aumentar aproximadamente 1 cm por semana após a 20ª semana de gestação. Um aumento de apenas 1 cm entre consultas mensais (ou seja, em 4 semanas) é significativamente abaixo do esperado (cerca de 4 cm), indicando um crescimento fetal inadequado e sugerindo restrição de crescimento fetal (RCF).
A medida da altura uterina (AU) é uma ferramenta simples, econômica e de rotina no pré-natal, utilizada para rastrear o crescimento fetal e identificar gestações de risco. A correta interpretação da AU é fundamental para o diagnóstico precoce de condições como a Restrição de Crescimento Fetal (RCF), que afeta cerca de 5-10% das gestações e está associada a maior morbimortalidade perinatal. Residentes devem dominar a técnica de medida e a interpretação das curvas de AU. Após a 20ª semana de gestação, a AU em centímetros deve ser aproximadamente igual à idade gestacional em semanas, com um aumento médio de 1 cm por semana. Portanto, um aumento de apenas 1 cm entre consultas mensais (intervalo de 4 semanas) é um sinal de alerta, pois o esperado seria um aumento de cerca de 4 cm. Esse achado sugere que o feto não está crescendo adequadamente, indicando RCF. A fisiopatologia da RCF frequentemente envolve insuficiência placentária, que compromete o fornecimento de nutrientes e oxigênio ao feto. Diante da suspeita de RCF pela AU, a conduta é encaminhar a gestante para ultrassonografia obstétrica detalhada. Este exame confirmará o diagnóstico, avaliará a gravidade da restrição, identificará possíveis causas (ex: oligodramnio, alterações no Doppler) e guiará o manejo subsequente, que pode incluir monitoramento fetal intensivo, internação e, em casos graves, a antecipação do parto. O prognóstico da RCF depende da causa, da idade gestacional no diagnóstico e da intervenção adequada.
Após a 20ª semana de gestação, a altura uterina (em centímetros) geralmente corresponde à idade gestacional (em semanas), com um aumento de aproximadamente 1 cm por semana. Portanto, entre consultas mensais, espera-se um aumento de cerca de 4 cm.
Uma altura uterina que não cresce adequadamente ou que está abaixo do percentil 10 para a idade gestacional é um forte indicador de RCF. Isso ocorre porque o feto não está crescendo no ritmo esperado, resultando em um útero menor do que o previsto.
Após a suspeita de RCF pela altura uterina, o próximo passo é confirmar o diagnóstico com ultrassonografia obstétrica para estimar o peso fetal, avaliar o volume de líquido amniótico e realizar Doppler de vasos fetais e maternos para investigar a causa e a gravidade da restrição.
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