SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Qual dos procedimentos abaixo pode representar alto risco cirúrgico que justifique autotransfusão autóloga de hemácias (programação de doação no pré-operatório)?
Autotransfusão autóloga → cirurgias com perda sanguínea > 1000 mL ou > 20% volume sanguíneo.
A autotransfusão autóloga é uma estratégia para pacientes que serão submetidos a cirurgias com alto risco de sangramento, permitindo a doação e armazenamento do próprio sangue para uso posterior, minimizando riscos de reações transfusionais. Histerectomia abdominal é um procedimento com potencial de perda sanguínea significativa.
A autotransfusão autóloga, ou doação de sangue pré-operatória, é uma técnica que permite ao paciente doar seu próprio sangue antes de uma cirurgia eletiva, para ser reinfundido durante ou após o procedimento. Essa prática é uma estratégia importante no manejo transfusional, visando reduzir a necessidade de transfusões alogênicas e seus riscos associados, como reações transfusionais e transmissão de doenças infecciras. É particularmente útil em cirurgias com perda sanguínea esperada significativa. A indicação para autotransfusão autóloga é baseada no risco de sangramento do procedimento cirúrgico e na condição clínica do paciente. Cirurgias de grande porte, como histerectomia abdominal, cirurgias ortopédicas complexas e algumas cirurgias cardíacas ou vasculares, são exemplos de procedimentos onde a perda sanguínea pode ser substancial, justificando a coleta prévia. O paciente deve estar em boas condições de saúde, sem anemia grave, e capaz de tolerar as doações. O processo envolve a coleta de uma ou mais unidades de sangue em semanas que antecedem a cirurgia, com suplementação de ferro para otimizar a eritropoiese. A decisão de utilizar a autotransfusão autóloga deve ser cuidadosamente avaliada, considerando os benefícios em relação aos riscos e custos, e sempre em conjunto com o paciente e a equipe cirúrgica e anestésica.
A autotransfusão autóloga é geralmente indicada para cirurgias eletivas com perda sanguínea esperada superior a 1000 mL ou 20% do volume sanguíneo do paciente, e quando o paciente está clinicamente estável para doar.
As principais vantagens incluem a eliminação do risco de transmissão de doenças infecciosas, redução de reações transfusionais imunológicas e a conservação do estoque de sangue alogênico.
Contraindicações incluem anemia grave, infecção ativa, doença cardíaca ou pulmonar instável, e incapacidade de tolerar a flebotomia.
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