SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2016
No que diz respeito à bioética e aos cuidados paliativos, julgue o item a seguir. Situação hipotética: Uma paciente de oitenta e quatro anos de idade, lúcida e ativa, procurou atendimento médico, por apresentar um nódulo na mama direita. Após a realização de exames, o corpo clínico detectou presença de câncer de mama avançado com metástase para o ovário. O filho dessa idosa solicitou ao médico que não informasse o diagnóstico à paciente, para não apressar a morte dela. Assertiva: Nessa situação, para preservar a autonomia da paciente, o médico deve comunicá-la do diagnóstico em momento oportuno.
Paciente lúcido tem direito à informação completa sobre seu diagnóstico e prognóstico, mesmo contra a vontade familiar.
O princípio da autonomia do paciente é fundamental na bioética médica. Pacientes lúcidos e capazes de tomar decisões têm o direito inalienável de serem informados sobre seu estado de saúde, diagnóstico e opções de tratamento, mesmo que a família discorde. O médico deve respeitar essa autonomia, comunicando o diagnóstico de forma clara e empática.
A bioética é um pilar fundamental da prática médica, e o princípio da autonomia é um dos seus pilares centrais, juntamente com a beneficência, não maleficência e justiça. A autonomia garante que o paciente, sendo capaz e lúcido, tenha o direito de decidir sobre seu próprio corpo e tratamento, baseado em informações completas e compreensíveis. No contexto de um diagnóstico de câncer avançado, a comunicação da verdade é um dever ético do médico. O paciente tem o direito de saber a extensão de sua doença, as opções de tratamento, os riscos e benefícios, e o prognóstico. Omitir informações, mesmo com a intenção de 'proteger' o paciente, viola sua autonomia e pode impedir que ele tome decisões importantes sobre sua vida e seus cuidados. É crucial que o médico estabeleça uma relação de confiança com o paciente, oferecendo suporte emocional e psicológico durante o processo de comunicação. A família pode ser um apoio importante, mas suas preocupações devem ser abordadas sem comprometer o direito do paciente à informação e à autodeterminação. Em cuidados paliativos, a autonomia é ainda mais relevante, pois o paciente pode desejar expressar suas preferências sobre o fim da vida.
O princípio da autonomia refere-se ao direito do paciente de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, desde que seja capaz e esteja devidamente informado. Isso inclui o direito de aceitar ou recusar tratamentos, e de receber informações completas sobre seu diagnóstico e prognóstico.
O médico tem a responsabilidade de comunicar o diagnóstico de forma clara, honesta e empática, em um ambiente adequado e em momento oportuno. Deve-se garantir que o paciente compreenda as informações e tenha a oportunidade de fazer perguntas, respeitando seu ritmo e capacidade de assimilação.
A vontade da família não prevalece sobre a autonomia de um paciente lúcido e capaz. A família pode ser envolvida no processo de tomada de decisão com o consentimento do paciente, mas a decisão final é sempre do paciente. Apenas em casos de incapacidade do paciente (ex: inconsciência, demência avançada) a família ou representante legal pode tomar decisões em seu nome.
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