SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Um senhor de 72 anos, ativo e independente, retorna em consulta ambulatorial com resultado de biópsia percutânea de lesão hepática, suspeita de metástase de colangiocarcinoma. Recentemente, apresentou icterícia, caracterizada como obstrutiva e queda do estado geral (síndrome ictérica e consumptiva). A tomografia mostrou múltiplas imagens compatíveis com metástases, em ambos os lobos hepáticos. A biópsia confirmou metástase de colangiocarcinoma. A família do paciente está na sala de espera. O médico deve conversar
Comunicação de más notícias: priorize autonomia do paciente, discuta com ele a inclusão da família.
Em casos de diagnóstico grave, a autonomia do paciente é primordial. O médico deve primeiro conversar com o paciente, explicar o diagnóstico e prognóstico, e só então, com a permissão dele, envolver a família. O encaminhamento para oncologia e cuidados paliativos é fundamental.
A comunicação de más notícias é uma das habilidades mais desafiadoras e importantes na prática médica. Ela exige empatia, clareza e respeito pela autonomia do paciente. Em situações de diagnósticos graves, como um colangiocarcinoma metastático, é fundamental que o médico siga um protocolo ético e humanizado, priorizando sempre o paciente como o centro da decisão. O princípio da autonomia do paciente estabelece que indivíduos capazes têm o direito de tomar decisões sobre sua própria saúde, incluindo quem deve ser informado sobre seu estado clínico. Portanto, a primeira conversa sobre o diagnóstico e o prognóstico deve ser com o paciente, permitindo que ele processe a informação e decida sobre o envolvimento de seus familiares. Essa abordagem fortalece a relação médico-paciente e respeita a dignidade do indivíduo. Após a comunicação inicial e a definição sobre o compartilhamento de informações com a família, o médico deve garantir o encaminhamento adequado. No caso de um câncer metastático sem possibilidade de cura, o foco se desloca para o tratamento paliativo, visando o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida. O oncologista e a equipe de cuidados paliativos são essenciais nesse processo, oferecendo suporte multidisciplinar ao paciente e seus familiares.
O primeiro passo é conversar diretamente com o paciente, em um ambiente tranquilo e empático, explicando o diagnóstico, a gravidade e o prognóstico de forma clara e honesta, respeitando seu tempo e suas reações.
A autonomia do paciente significa que ele tem o direito de decidir quem será informado sobre sua condição. O médico deve discutir com o paciente se e como ele deseja que a informação seja compartilhada com os familiares, obtendo seu consentimento explícito.
Após a comunicação, o médico deve oferecer suporte, esclarecer dúvidas e encaminhar o paciente para especialistas, como o oncologista, para discutir opções de tratamento paliativo, e para a equipe de cuidados paliativos, visando o manejo dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida.
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