PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Durante uma consulta na Unidade de Saúde da Família (USF), um paciente de 68 anos, lúcido e orientado, portador de insuficiência cardíaca avançada, manifesta da Família (USF), um paciente submetido a internações hospitalares futuras nem a medidas invasivas, preferindo cuidados exclusivamente paliativos. A família, no entanto, insiste para que ele seja hospitalizado sempre que houver piora clínica. Qual deve ser a conduta ética do médico diante dessa situação?
Paciente lúcido recusa tratamento invasivo/internação → Priorizar autonomia, registrar decisão, orientar família sobre cuidados paliativos.
Em pacientes lúcidos e orientados, a autonomia para decidir sobre seu próprio tratamento, incluindo a recusa de medidas invasivas e a preferência por cuidados paliativos, deve ser sempre respeitada; é fundamental registrar essa decisão no prontuário e promover o diálogo com a família.
A situação apresentada ilustra um dilema ético comum na prática médica, especialmente em cuidados de fim de vida. O princípio da autonomia do paciente é um pilar fundamental da bioética, garantindo que indivíduos lúcidos e capazes tenham o direito de decidir sobre seu próprio corpo e tratamento, mesmo que suas escolhas não estejam alinhadas com as expectativas da família ou da equipe médica. Nesses casos, a conduta do médico deve ser pautada pelo respeito à vontade do paciente. É imperativo que o médico dialogue abertamente com o paciente para compreender suas razões e garantir que a decisão seja informada e voluntária. Posteriormente, é essencial registrar essa decisão de forma clara e detalhada no prontuário, servindo como um documento legal e ético. A família deve ser orientada e apoiada, buscando-se a compreensão e aceitação da vontade do paciente, focando em medidas de conforto e cuidados paliativos conforme desejado.
A autonomia do paciente é o direito de um indivíduo lúcido e capaz de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, incluindo a recusa de procedimentos médicos, mesmo que isso possa levar a um desfecho desfavorável.
O médico deve priorizar a vontade do paciente, desde que ele seja lúcido e capaz de tomar decisões, registrando sua decisão no prontuário e buscando mediar e orientar a família sobre os desejos do paciente e as opções de cuidados paliativos.
O registro detalhado da decisão do paciente no prontuário é crucial para documentar sua vontade expressa, proteger legalmente o médico e a equipe, e garantir que os cuidados futuros estejam alinhados com as preferências do paciente.
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