PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 65 anos, lúcido e bem orientado, compareceu sozinho à consulta solicitando sigilo com os familiares em relação ao problema dele. O motivo da consulta foi o diagnóstico de adenocarcinoma de reto feito por biopsia durante retosigmoidoscopia. A situação clínica e a proposição do tratamento foram detalhadas com o paciente, dando-se ênfase aos riscos e benefícios. Após os esclarecimentos das dúvidas sobre o procedimento e sobre a possibilidade de colostomia temporária, o paciente negou a se submeter ao tratamento proposto. Dentre as opções abaixo a conduta MAIS ADEQUADA é:
Paciente lúcido e capaz tem autonomia para recusar tratamento, mesmo que vital. Médico deve acatar e manter-se à disposição.
A autonomia do paciente é um pilar fundamental da bioética. Um paciente lúcido e bem orientado tem o direito de recusar qualquer tratamento proposto, mesmo que isso implique risco de vida. O papel do médico é esclarecer, respeitar a decisão e oferecer suporte contínuo.
A bioética médica é um campo essencial que guia a prática clínica, baseada em princípios como autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A autonomia do paciente, em particular, garante que indivíduos capazes e informados tenham o direito de decidir sobre seu próprio corpo e tratamento. Em situações onde um paciente lúcido e bem orientado recusa um tratamento proposto, mesmo que vital, o médico tem o dever ético de respeitar essa decisão. É fundamental que o paciente tenha recebido todas as informações de forma clara e compreensível, incluindo riscos e benefícios de todas as opções. A conduta mais adequada é acatar a decisão do paciente, documentá-la e manter-se à disposição para qualquer suporte ou esclarecimento futuro. Tentar coagir, envolver familiares contra a vontade do paciente ou exigir termos de isenção de responsabilidade são práticas antiéticas que violam a autonomia e a relação de confiança médico-paciente.
A autonomia do paciente é o direito de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, desde que esteja lúcido, capaz e devidamente informado sobre os riscos e benefícios das opções disponíveis.
Diante da recusa de tratamento por um paciente lúcido e bem informado, a conduta mais adequada é acatar sua decisão, respeitando sua autonomia, e manter-se à disposição para futuras dúvidas ou mudanças de opinião.
Não é ético envolver a família para coagir ou convencer o paciente a aceitar um tratamento que ele já recusou, especialmente se o paciente solicitou sigilo. A decisão final cabe ao paciente, e a confidencialidade deve ser mantida.
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