Fim de Vida: Autonomia do Paciente e Cuidados Paliativos

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Um senhor de 62 anos com câncer metastático de vesícula biliar tem necrose na parede abdominal, resultante de metástase infectada. Está letárgico e pouco responsivo. Temperatura: 40 ºC, frequência cardíaca: 130 bpm, PA: 65 × 40 mmHg. Tem extenso eritema ao longo do flanco esquerdo, com enfisema de subcutâneo com crepitação. Leucócitos: 25.000/mm³. No prontuário do paciente tem avaliação oncológica, relatando que a expectativa de vida do paciente é de menos de 1 mês e documento escrito pelo paciente, de próprio punho, expressando com clareza sua vontade de que não sejam tomadas medidas heroicas na tentativa de prolongar sua vida. Você confirma essas informações com o oncologista e faz contato com a família do paciente, para explicar que a intervenção cirúrgica nestas condições não resolveria a infecção nem tampouco aumentaria a sobrevida ou melhoraria a qualidade de vida do paciente. A família diz querer que tudo seja feito para que o paciente permaneça mais algum tempo junto dela. Conduta, além da antibioticoterapia, que já havia sido iniciada:

Alternativas

  1. A) Segunda opinião de outro médico ou junta médica.
  2. B) Transferência do paciente para os cuidados de outro médico ou para outro hospital.
  3. C) Desbridamento do tecido necrótico e pós-operatório em unidade de terapia intensiva(UTI).
  4. D) Medidas proporcionais (analgesia, sedação e conforto).
  5. E) Consulta ao comitê de ética do hospital, já que existe conflito.

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