ENARE/ENAMED — Prova 2024
Durante atendimento de um paciente portador de artrite reumatoide, ele demonstra bastante resistência para realizar o tratamento com medicações injetáveis. Diante desse cenário, qual atitude é a mais adequada?
Respeitar a autonomia do paciente é fundamental, salvo risco iminente de morte.
O princípio da autonomia do paciente garante seu direito de decidir livremente sobre seu tratamento, mesmo que o médico discorde, exceto em situações de risco iminente de morte onde a intervenção pode ser compulsória para salvar a vida.
A ética médica e a bioética são pilares fundamentais da prática clínica, e o princípio da autonomia do paciente é um dos mais importantes. Ele reconhece o direito do indivíduo de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, desde que esteja em pleno gozo de suas faculdades mentais e tenha recebido todas as informações necessárias para um consentimento informado. Este princípio é a base de uma relação médico-paciente respeitosa e colaborativa. No cenário clínico, o médico tem o dever de informar o paciente sobre o diagnóstico, prognóstico, opções de tratamento, riscos e benefícios de cada uma, bem como as consequências da não realização do tratamento. No entanto, a decisão final sobre aceitar ou recusar uma terapia, como no caso de medicações injetáveis para artrite reumatoide, pertence ao paciente. A única exceção amplamente aceita para a limitação da autonomia é o risco iminente de morte, onde a intervenção pode ser justificada para salvar a vida. Para residentes, é crucial desenvolver habilidades de comunicação para negociar e compreender as preferências do paciente, mesmo quando estas divergem da conduta médica ideal. O respeito à autonomia não significa abandono do paciente, mas sim a busca por alternativas viáveis e o suporte contínuo, garantindo que o paciente se sinta ouvido e respeitado em suas escolhas, promovendo uma adesão mais genuína ao plano de cuidados.
O médico deve respeitar a decisão do paciente, desde que ele esteja lúcido, capaz e bem informado. É dever do médico esclarecer todas as opções, riscos e benefícios, mas a decisão final é do paciente, exceto em risco iminente de morte.
O princípio da autonomia reconhece o direito do indivíduo de tomar decisões sobre sua própria vida e saúde, desde que seja capaz de deliberar e agir intencionalmente, sem coerção externa.
A autonomia pode ser limitada em situações de risco iminente de morte, quando o paciente não tem capacidade de decisão (ex: inconsciente, transtorno mental grave sem discernimento) ou em casos de saúde pública que exijam intervenção compulsória para proteger a coletividade.
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