UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Paciente encontra-se sob curatela da filha por apresentar perda cognitiva, mas consegue vestir-se, comer sozinha e fazer caminhadas diárias acompanhada. Ela é:
Curatela por perda cognitiva → Independente (AVDs) mas não autônoma (capacidade decisória).
A independência refere-se à capacidade de realizar atividades de vida diária (AVDs) sem ajuda. A autonomia, por outro lado, envolve a capacidade de tomar decisões e gerenciar a própria vida. Um paciente com perda cognitiva pode ser independente nas AVDs, mas não ter autonomia para decisões complexas, necessitando de curatela.
A distinção entre autonomia e independência é fundamental na avaliação geriátrica e na tomada de decisões legais e clínicas. A autonomia refere-se à capacidade do indivíduo de tomar decisões informadas e livres sobre sua própria vida, exigindo integridade cognitiva e volitiva. A independência, por sua vez, diz respeito à capacidade de realizar atividades de vida diária (AVDs) sem assistência, como comer, vestir-se e caminhar. A perda cognitiva pode comprometer a autonomia sem necessariamente afetar a independência nas AVDs básicas. A curatela é um instituto jurídico que visa proteger pessoas que, por alguma incapacidade (como perda cognitiva grave), não podem gerir seus próprios atos e bens. Nesses casos, um curador é nomeado para representá-las. É crucial entender que um paciente sob curatela pode ser fisicamente independente para suas AVDs, mas legalmente não autônomo para decisões importantes, como as financeiras ou de saúde mais complexas. Para a prática clínica e provas de residência, é vital saber diferenciar esses conceitos. A avaliação funcional e cognitiva detalhada é a base para determinar o grau de independência e autonomia, orientando a necessidade de suporte, como a curatela, e garantindo a dignidade e segurança do paciente idoso.
Independência refere-se à capacidade de realizar atividades de vida diária (AVDs) sem auxílio. Autonomia é a capacidade de tomar decisões e gerenciar a própria vida, envolvendo aspectos cognitivos e volitivos.
A curatela é indicada quando o paciente, devido à perda cognitiva, não possui capacidade de discernimento para gerir seus próprios atos e bens, necessitando de um curador para representá-lo legalmente.
As AVDs básicas incluem alimentar-se, vestir-se, higiene pessoal, continência e mobilidade. As AVDs instrumentais envolvem tarefas mais complexas como gerenciar finanças, usar transporte, preparar refeições e usar telefone.
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