HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Menino, de 15 anos de idade, procura o pronto-socorro por tosse seca e dispneia há 3 dias. Na triagem, apresenta saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente. Ao exame físico, apresenta tiragem intercostal e taquipneia e, à ausculta pulmonar, notam-se sibilos difusos. Foi realizado resgate com salbutamol e suporte de oxigênio por cateter nasal. Não possuía acompanhante no momento do atendimento. Sobre o caso em questão, assinale a alternativa correta:
Emergência médica em adolescente → priorizar assistência, mesmo sem acompanhante, para evitar omissão de socorro.
Em situações de emergência que representam risco iminente à vida ou à saúde do adolescente, a assistência médica deve ser prestada imediatamente, independentemente da presença de um responsável legal. A não prestação de socorro nessas circunstâncias configura omissão, sendo a vida e a saúde prioridades absolutas.
O atendimento médico a adolescentes envolve considerações éticas e legais específicas, que buscam equilibrar a proteção do menor com o reconhecimento de sua autonomia progressiva. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética Médica fornecem as bases para a conduta profissional, enfatizando a prioridade da vida e da saúde. É fundamental que o médico esteja ciente dessas diretrizes para agir corretamente em diferentes cenários clínicos. Em situações de emergência, onde há risco iminente à vida ou à saúde do adolescente, a assistência médica deve ser prestada imediatamente, independentemente da presença ou consentimento dos pais ou responsáveis legais. A não prestação de socorro nessas circunstâncias configura omissão, um delito grave. Nesses casos, a comunicação com a família deve ser feita assim que a condição clínica do paciente estiver estabilizada. Para consultas e procedimentos eletivos, a presença e o consentimento dos pais ou responsáveis são geralmente recomendados para menores de 18 anos. No entanto, o adolescente com discernimento adequado tem o direito de participar das decisões sobre sua saúde, e em alguns contextos (como saúde sexual e reprodutiva), pode até mesmo ter sua privacidade resguardada. O médico deve sempre buscar o diálogo e a confiança, tanto com o adolescente quanto com sua família, para garantir o melhor cuidado.
Em situações de emergência com risco iminente à vida ou à saúde, o consentimento dos pais pode ser dispensado. Além disso, adolescentes com discernimento adequado podem consentir para procedimentos de baixo risco ou consultas, conforme o Código de Ética Médica e o ECA.
A autonomia do adolescente é um direito progressivo, reconhecido pelo ECA e pelo Código de Ética Médica. Profissionais de saúde devem buscar envolver o adolescente nas decisões sobre sua saúde, respeitando seu grau de discernimento e maturidade, especialmente em questões de saúde sexual e reprodutiva.
A omissão de socorro ocorre quando um profissional de saúde, diante de uma situação de risco à vida ou à saúde, deixa de prestar a assistência necessária. No caso de adolescentes, a recusa de atendimento em emergência por falta de acompanhante é um exemplo claro de omissão.
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