AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2016
Uma adolescente de 15 anos completos, saudável, estudante do ensino médio, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde, sem acompanhante. Refere que já iniciou a vida sexual e gostaria de fazer uso da pílula anticoncepcional, apesar de utilizar o preservativo. O médico que a atende diz que só pode prescever o método pedido após falar com um de seus pais ou responsável legal. A conduta do médico está:
Adolescente >12 anos com discernimento tem autonomia para decisões de saúde sexual, não exigindo anuência dos pais.
No Brasil, adolescentes com 12 anos ou mais são considerados com capacidade de discernimento para tomar decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva. O sigilo médico deve ser mantido, e a comunicação aos pais ou responsáveis só deve ocorrer com o consentimento da adolescente ou em situações de risco iminente à sua vida.
O atendimento de adolescentes na área da saúde sexual e reprodutiva é um tema complexo que envolve aspectos legais, éticos e sociais. No Brasil, a legislação e as diretrizes éticas reconhecem a capacidade progressiva do adolescente de tomar decisões sobre sua própria saúde. A partir dos 12 anos, presume-se que o adolescente possui discernimento suficiente para decidir sobre questões de saúde, especialmente aquelas relacionadas à sua sexualidade, sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis. O sigilo médico é um pilar fundamental na relação médico-paciente, e sua manutenção é ainda mais crítica no atendimento de adolescentes. A quebra do sigilo sem consentimento pode gerar desconfiança, afastar o adolescente dos serviços de saúde e comprometer a adesão a tratamentos e orientações. Exceções ao sigilo ocorrem apenas em situações de risco iminente à vida do paciente ou de terceiros, ou quando há consentimento explícito do adolescente para informar os pais. A conduta do médico deve sempre visar o melhor interesse do adolescente, promovendo sua saúde e bem-estar. Negar o acesso a métodos contraceptivos ou exigir a presença dos pais pode ser considerado uma infração ética, pois viola a autonomia do adolescente e o direito ao sigilo. É essencial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as normativas e diretrizes que regem o atendimento a essa população, garantindo um cuidado humanizado e respeitoso.
No Brasil, a partir dos 12 anos, o adolescente é considerado com capacidade de discernimento para tomar decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva, incluindo a escolha de métodos contraceptivos.
O sigilo médico deve ser mantido, e a comunicação aos pais ou responsáveis só deve ocorrer com o consentimento do adolescente ou em situações de risco iminente à sua vida, conforme o Código de Ética Médica.
Os princípios incluem a autonomia do adolescente, o sigilo médico, a beneficência (promover o bem-estar) e a não maleficência (evitar danos), buscando sempre o melhor interesse do paciente.
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