Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Adolescente, 15 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde, desacompanhada, procurando atendimento médico. Durante a consulta, relata interesse em iniciar uso de anticoncepcional oral, pois já tinha uma vida sexual ativa. O médico questiona o uso de preservativos e orienta a paciente, que refere utilizar proteção em todas as suas relações. Ao final da consulta, ele solicita que ela compareça novamente à Unidade acompanhada por um responsável, e que só assim poderá prescrever o anticoncepcional. Dessa forma, é CORRETO afirmar que:
Adolescente capaz de discernimento tem autonomia para decisões de saúde, incluindo vida sexual, sem necessidade de consentimento dos pais.
O Código de Ética Médica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem a autonomia do adolescente com capacidade de discernimento para tomar decisões sobre sua própria saúde, especialmente em questões de sexualidade, sem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis. O sigilo médico deve ser mantido.
A questão da autonomia do adolescente no contexto da saúde é um tema complexo e de grande relevância ética e legal na prática médica. No Brasil, tanto o Código de Ética Médica (CEM) quanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fornecem diretrizes para o atendimento de menores de idade, especialmente quando se trata de decisões relacionadas à sua saúde sexual e reprodutiva. O princípio fundamental é que o adolescente com capacidade de discernimento, ou seja, que compreende a natureza e as consequências de suas decisões, tem o direito de tomar suas próprias escolhas sobre seu corpo e sua saúde. O médico deve avaliar essa capacidade e, se presente, respeitar o sigilo profissional e a autonomia do paciente, mesmo que menor de idade. A busca por anticoncepcionais, por exemplo, é uma situação em que a confidencialidade e a autonomia são cruciais para garantir que o adolescente procure e receba o cuidado necessário. A intervenção dos pais ou responsáveis só é estritamente necessária em situações onde o adolescente não possui discernimento ou em casos de risco iminente à vida, onde a comunicação com os responsáveis é indispensável e não compromete a assistência imediata. Forçar a presença dos pais em situações como a descrita na questão pode gerar desconfiança, afastar o adolescente do serviço de saúde e, paradoxalmente, expô-lo a maiores riscos. Portanto, o médico deve atuar como um facilitador, orientador e protetor da saúde do adolescente, respeitando seus direitos e sua privacidade.
Sim, um adolescente com capacidade de discernimento pode tomar decisões sobre sua saúde, especialmente em questões de sexualidade, sem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis, conforme o Código de Ética Médica e o ECA.
O sigilo médico é fundamental no atendimento a adolescentes, incentivando-os a buscar ajuda e garantindo a confidencialidade das informações, o que é crucial para a construção da confiança e adesão ao tratamento.
A presença dos pais ou responsáveis é geralmente obrigatória para menores sem capacidade de discernimento ou em situações de risco iminente à vida onde a comunicação com os responsáveis é essencial e não compromete o atendimento imediato.
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