HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Adolescente de 15 anos vem à consulta, acompanhada por seu namorado de 17 anos, solicitando orientações em relação a métodos contraceptivos. Nessa situação, a prescrição de contraceptivos pelo médico é
Adolescente >12 anos tem autonomia para contracepção; médico deve garantir consentimento e sigilo.
A legislação brasileira e o Código de Ética Médica reconhecem a capacidade do adolescente de tomar decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva, especialmente a partir dos 12 anos. O médico deve assegurar o consentimento livre e esclarecido, mantendo o sigilo, mas pode incentivar o diálogo familiar sem quebrar a confidencialidade.
A autonomia do adolescente em questões de saúde sexual e reprodutiva é um tema crucial na prática médica, especialmente na atenção primária e ginecologia. No Brasil, embora a maioridade civil seja aos 18 anos, a legislação e o Código de Ética Médica reconhecem a capacidade progressiva de discernimento do adolescente, permitindo que tomem decisões sobre sua própria saúde, incluindo a escolha de métodos contraceptivos, geralmente a partir dos 12 anos. É fundamental que o profissional de saúde ofereça um ambiente de acolhimento e confiança. Ao atender um adolescente que busca contracepção, o médico deve realizar uma consulta completa, abordando não apenas os métodos disponíveis, mas também a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a importância do consentimento mútuo nas relações sexuais e a saúde geral. O sigilo médico é um pilar dessa relação, devendo ser mantido, embora o médico possa e deva incentivar o diálogo familiar, sem quebrar a confidencialidade. A verificação do consentimento entre os parceiros é importante para assegurar uma relação saudável e livre de coerção. A prescrição de contraceptivos para adolescentes é uma prática aconselhável e ética quando realizada com base no consentimento informado e na avaliação individual. Isso contribui para a redução de gravidez indesejada na adolescência e para a promoção da saúde sexual e reprodutiva. O médico deve estar atento a possíveis sinais de vulnerabilidade ou abuso, agindo conforme as diretrizes éticas e legais para proteger o paciente.
No Brasil, não há uma idade mínima legal explícita, mas a partir dos 12 anos, a capacidade de discernimento do adolescente é geralmente reconhecida, permitindo que busquem e recebam métodos contraceptivos com sigilo médico.
O sigilo médico deve ser mantido. O médico pode e deve incentivar o diálogo familiar, mas a decisão de informar os pais cabe à adolescente, exceto em casos de risco iminente à vida ou à saúde.
As principais considerações éticas incluem garantir o consentimento livre e esclarecido da adolescente, respeitar sua autonomia e manter o sigilo, ao mesmo tempo em que se oferece aconselhamento completo sobre saúde sexual e prevenção de ISTs.
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