CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Para obtenção desta imagem, utilizou-se:
Autofluorescência (AF) mapeia lipofuscina no EPR: Hiper-AF = acúmulo; Hipo-AF = atrofia/morte celular.
A autofluorescência de fundo é um método de imagem não invasivo que utiliza as propriedades fluorescentes naturais da lipofuscina para avaliar a saúde do epitélio pigmentado da retina.
Diferente da angiografia fluoresceínica ou com indocianina verde, que requerem a injeção intravenosa de corantes para visualizar a vasculatura, a autofluorescência é um exame 'natural'. Ela utiliza filtros específicos (geralmente luz azul ou verde) em um retinógrafo ou oftalmoscópio de varredura a laser (SLO) para capturar a emissão de luz da lipofuscina. Clinicamente, a FAF revolucionou o entendimento de doenças degenerativas. Por exemplo, na coriorretinopatia serosa central, a FAF pode mostrar 'rastros' de hiperautofluorescência que indicam o caminho do fluido sub-retiniano crônico. É uma ferramenta indispensável para o diagnóstico diferencial de lesões pigmentares e para a avaliação da viabilidade foveal em diversas maculopatias.
A autofluorescência de fundo (FAF) baseia-se na capacidade de certas moléculas biológicas (fluoróforos) de emitir luz de um comprimento de onda maior quando estimuladas por luz de um comprimento de onda menor. O principal fluoróforo na retina é a lipofuscina, um subproduto metabólico da degradação dos segmentos externos dos fotorreceptores que se acumula nos lisossomos das células do Epitélio Pigmentado da Retina (EPR). Assim, a FAF fornece um mapa funcional do EPR, permitindo identificar áreas de estresse metabólico ou atrofia celular.
A hiperautofluorescência (sinal aumentado/claro) indica um acúmulo excessivo de lipofuscina, o que geralmente sinaliza um EPR doente ou sobrecarregado, precedendo muitas vezes a morte celular. É comum nas bordas de áreas de atrofia geográfica na DMRI. A hipoautofluorescência (sinal reduzido/escuro) ocorre quando há ausência ou perda de células do EPR (como na atrofia geográfica ou cicatrizes coriorretinianas) ou quando o sinal é bloqueado por material sobrejacente, como hemorragia ou pigmento denso.
A FAF é fundamental no acompanhamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) seca, especialmente para monitorar a progressão da atrofia geográfica. Também é essencial no diagnóstico de distrofias retinianas, como a Doença de Stargardt (onde se observa o padrão de 'flecks' hiperautofluorescentes), e na detecção precoce de toxicidade por hidroxicloroquina, onde alterações na autofluorescência podem aparecer antes mesmo de alterações visíveis no fundo de olho convencional.
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