PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Rita tem 45 anos e procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) perto de sua casa, pois sentiu ao fazer o autoexame das mamas, encontrou um ‘caroço’ na mama direita. Ao chegar na UBS, Rita foi informada que no dia de hoje a UBS estava cheia e teve uma consulta agendada para o mês seguinte, dentro de 30 dias. No dia de sua consulta, o médico de família e comunidade que a atendeu fez o exame físico e confirmou na palpação um nódulo de 2 cm na mama direita. Rita contou que sua mãe teve câncer de mama aos 47 anos. Ele então solicitou ecografia e mamografia e pediu retorno com os exames. Rita teve esses exames agendados em uma clínica particular vinculada ao Sistema Único de Saúde. Com os resultados dos exames em mãos, Rita retornou à UBS onde foi atendida e, após análise de seus resultados, foi encaminhada ao serviço de Mastologia da cidade. Sobre o caso clínico apresentado, considerando o atendimento ampliado a Maria, assinale certo ou errado para as afirmações a seguir. Existe forte evidência para a recomendação do autoexame de mamas mensalmente, como exemplificado no caso.
Autoexame de mamas NÃO tem forte evidência para rastreamento populacional de câncer, mas o conhecimento do corpo é importante.
Apesar de ser uma prática comum, o autoexame de mamas não possui forte evidência científica para ser recomendado como método de rastreamento populacional de câncer de mama, pois não demonstrou redução da mortalidade e pode levar a biópsias desnecessárias. As diretrizes atuais priorizam o exame clínico das mamas e a mamografia de rastreamento.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental na saúde pública, visando a detecção precoce da doença para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade. Historicamente, o autoexame de mamas (AEM) foi amplamente promovido como um componente do rastreamento. No entanto, as evidências científicas atuais não suportam a recomendação do AEM como um método eficaz de rastreamento populacional. Estudos randomizados controlados não demonstraram que o autoexame de mamas reduza a mortalidade por câncer de mama. Pelo contrário, a prática pode levar a um aumento de biópsias desnecessárias e ansiedade em mulheres que encontram nódulos benignos. Por essa razão, as principais diretrizes de saúde, incluindo as do Ministério da Saúde do Brasil e organizações internacionais, não recomendam o AEM mensal como parte do rastreamento rotineiro. As recomendações atuais para o rastreamento do câncer de mama focam no exame clínico das mamas (ECM) realizado por um profissional de saúde e na mamografia de rastreamento, com periodicidade e faixa etária definidas de acordo com o risco individual e as políticas de saúde de cada país. É importante, contudo, incentivar o autoconhecimento das mamas, ou seja, que a mulher esteja atenta a qualquer alteração em suas mamas e procure o serviço de saúde caso perceba algo incomum, como um nódulo, dor persistente, retração da pele ou mamilo, ou secreção.
Não, as principais diretrizes nacionais e internacionais não recomendam o autoexame de mamas como método de rastreamento populacional, pois estudos não demonstraram redução da mortalidade por câncer de mama e pode levar a mais biópsias desnecessárias.
Os métodos de rastreamento com evidência de eficácia são o exame clínico das mamas (realizado por profissional de saúde) e a mamografia de rastreamento, conforme as faixas etárias e periodicidades estabelecidas pelas diretrizes de saúde.
Embora o autoexame não seja um rastreamento formal, o autoconhecimento das mamas, ou seja, a mulher estar atenta a qualquer alteração em suas mamas, é importante para que ela procure atendimento médico caso perceba algo incomum, como um nódulo, retração ou secreção.
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