Ausculta Fetal Intermitente: Guia para o Trabalho de Parto

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022

Enunciado

MMGT, 25 anos, deu entrada no hospital, 39 semanas de gestação, com relatos de contrações uterinas a cada 5 minutos, de acordo com seu controle e do marido. O Ginecologista de plantão decide mantê-la em observação, e verifica a presença de 4 cm de dilatação ao toque. Durante o exame, o médico decide utilizar o sonar Doppler. Sobre esse recurso, temos que: I-Deve-se realizar a ausculta antes, durante e imediatamente após uma contração, por pelo menos 1 minuto e a cada 30 minutos, registrando como uma taxa única; II- O médico deve palpar o pulso materno se alguma anormalidade for suspeitada para diferenciar os batimentos fetais e da mãe; III- Deve-se registrar acelerações e desacelerações se ouvidas. Dos itens acima:

Alternativas

  1. A) Apenas o item II está correto.
  2. B) Apenas os itens I e II estão corretos.
  3. C) Apenas os itens I e III estão corretos.
  4. D) Apenas os itens II e III estão corretos.
  5. E) Todos os itens estão corretos.

Pérola Clínica

Ausculta fetal intermitente no trabalho de parto: antes, durante, após contração, registrar taxa única, palpar pulso materno se anormalidade, registrar acelerações/desacelerações.

Resumo-Chave

A ausculta fetal intermitente com sonar Doppler é uma ferramenta importante para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto de baixo risco. As diretrizes recomendam auscultar antes, durante e após as contrações, registrar uma taxa única, diferenciar o pulso materno do fetal em caso de suspeita e registrar quaisquer acelerações ou desacelerações percebidas.

Contexto Educacional

O monitoramento fetal durante o trabalho de parto é crucial para avaliar o bem-estar do feto e identificar precocemente sinais de sofrimento. A ausculta fetal intermitente com sonar Doppler é um método simples e eficaz, recomendado para gestações de baixo risco, permitindo a mobilidade da parturiente. As diretrizes para a ausculta intermitente são claras: deve-se auscultar antes, durante e imediatamente após uma contração, por pelo menos um minuto, registrando a frequência cardíaca fetal (FCF) como uma taxa única. É fundamental palpar o pulso materno simultaneamente se houver suspeita de anormalidade na FCF, para diferenciar os batimentos fetais dos maternos e evitar erros de interpretação. Além da frequência, a presença de acelerações (aumento transitório da FCF) e desacelerações (redução transitória da FCF) deve ser registrada, pois são indicadores importantes da reserva fetal e da resposta ao estresse do trabalho de parto. A identificação de padrões preocupantes pode indicar a necessidade de monitoramento mais contínuo ou intervenção.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para a ausculta fetal intermitente no trabalho de parto?

Na fase ativa do trabalho de parto, a ausculta fetal intermitente é recomendada a cada 15-30 minutos, e na fase de expulsão, a cada 5 minutos, ou conforme a necessidade clínica.

Por que é importante auscultar o feto antes, durante e após a contração?

Auscultar nesses três momentos permite avaliar a resposta do feto ao estresse da contração uterina. Desacelerações tardias, por exemplo, são mais evidentes após a contração e podem indicar sofrimento fetal.

Quando devo considerar a cardiotocografia contínua em vez da ausculta intermitente?

A cardiotocografia contínua é indicada para gestações de alto risco ou quando há suspeita de comprometimento fetal durante a ausculta intermitente, como desacelerações persistentes ou bradicardia.

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