UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Adolescente de 14 anos, em consulta de urgência, apresenta aumento de volume testicular à direita, indolor, sem sinais flogísticos, associado a febre, astenia, tosse esporádica. Em exame físico: palidez cutâneo-mucosa leve, afebril ao toque, presença de linfonodos em região de cadeia inguinal, epitroclear, cervical bilaterais < 1,5 cm. Para início de investigação, o exame mais adequado de direcionamento para elucidação do caso é
Adolescente com massa testicular indolor + linfonodomegalia generalizada + sintomas sistêmicos → Hemograma é exame inicial para direcionamento.
A apresentação de um adolescente com aumento testicular indolor, associado a sintomas sistêmicos como febre, astenia, tosse e linfonodomegalia generalizada, sugere uma doença sistêmica. O hemograma é fundamental como exame inicial para avaliar a presença de anemia, alterações leucocitárias ou blastos, que podem indicar condições hematológicas graves como leucemia ou linfoma, ou mesmo infecções sistêmicas.
O aumento testicular em adolescentes, especialmente quando indolor e associado a sintomas sistêmicos como febre, astenia, tosse e linfonodomegalia generalizada, é um cenário clínico que exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa. Embora a preocupação inicial possa ser com tumores testiculares, a presença de manifestações sistêmicas amplia o espectro de possibilidades, incluindo doenças hematológicas malignas (leucemias, linfomas) e infecções sistêmicas. A epidemiologia dos tumores testiculares em adolescentes é relevante, mas a apresentação atípica com sintomas constitucionais deve sempre levantar a suspeita de condições mais amplas. O diagnóstico diferencial é vasto e a investigação deve ser guiada pela apresentação clínica. O hemograma completo é um exame de triagem inicial de baixo custo e alta relevância, capaz de fornecer informações cruciais sobre a medula óssea e o estado inflamatório/infeccioso do paciente. Alterações como anemia, leucocitose ou leucopenia com desvio, ou a presença de blastos, podem direcionar rapidamente para a necessidade de exames mais invasivos como biópsia de medula óssea ou linfonodo. Outros exames como ultrassonografia testicular, marcadores tumorais (AFP, beta-HCG, LDH) e sorologias (EBV) podem ser solicitados posteriormente, conforme a suspeita diagnóstica se refine. O manejo inicial envolve estabilização do paciente e coleta de exames para elucidação diagnóstica. O prognóstico depende da causa subjacente, sendo crucial um diagnóstico precoce para condições malignas. A atenção deve ser redobrada para não subestimar sintomas sistêmicos em quadros aparentemente localizados, garantindo uma investigação completa e direcionada para o bem-estar do paciente.
Sinais de alerta incluem aumento indolor, associado a sintomas sistêmicos como febre, perda de peso, astenia, palidez e linfonodomegalia generalizada, que podem indicar malignidade ou infecção sistêmica.
O hemograma permite avaliar a presença de anemia, leucocitose/leucopenia, blastos ou linfócitos atípicos, que são cruciais para o diagnóstico diferencial de doenças hematológicas (leucemias, linfomas) ou infecções sistêmicas.
Os diferenciais incluem tumores testiculares (germinal, linfoma), orquite (viral, bacteriana), hidrocele, hérnia inguinal, e manifestações testiculares de doenças sistêmicas como leucemia.
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