UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
O par craniano acometido inicialmente com mais frequência no aumento da pressão intracraniana é:
↑ PIC → compressão do VI par craniano (abducente) = diplopia.
O nervo abducente (VI par craniano) é o mais frequentemente acometido na hipertensão intracraniana devido ao seu longo trajeto e vulnerabilidade à compressão contra estruturas ósseas ou vasculares, resultando em diplopia.
O aumento da pressão intracraniana (PIC) é uma condição grave que pode resultar de diversas patologias, como tumores, hemorragias, hidrocefalia ou edema cerebral. É crucial para estudantes e residentes reconhecerem seus sinais e sintomas precocemente, pois a intervenção rápida pode prevenir danos neurológicos permanentes e salvar vidas. A monitorização da PIC é fundamental em pacientes de risco. A fisiopatologia do aumento da PIC envolve a aplicação da Doutrina de Monro-Kellie, que postula que o crânio é um compartimento rígido contendo cérebro, sangue e líquor. Um aumento no volume de um desses componentes, sem compensação dos outros, eleva a pressão. O nervo abducente (VI par craniano) é particularmente suscetível à compressão devido ao seu longo trajeto e fixação, tornando-o um indicador sensível de hipertensão intracraniana, mesmo que a lesão primária não esteja próxima a ele (sinal de falsa localização). O diagnóstico do aumento da PIC é clínico, complementado por exames de imagem como TC ou RM de crânio. O tratamento visa reduzir a pressão através de medidas clínicas (elevação da cabeceira, sedação, manitol, salina hipertônica) ou cirúrgicas (drenagem de líquor, craniectomia descompressiva). A identificação da paralisia do VI par deve sempre levantar a suspeita de aumento da PIC, exigindo investigação imediata.
Os sinais clássicos incluem cefaleia, náuseas, vômitos em jato, papiledema e alterações do nível de consciência. A paralisia do VI par craniano (diplopia) é um sinal precoce e comum.
O nervo abducente possui um longo trajeto intracraniano e é vulnerável à compressão contra estruturas como o ligamento petroclival ou a artéria cerebelar superior, especialmente quando há deslocamento do tronco cerebral devido ao aumento da PIC.
A paralisia do VI par craniano manifesta-se como diplopia horizontal, pior ao olhar para o lado da lesão, devido à incapacidade de abduzir o olho afetado. Isso ocorre pela fraqueza do músculo reto lateral.
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