FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Atualmente, uma das medicações mais utilizadas em emergências cardíacas é a Amiodarona. Dentre as alternativas abaixo, qual NÃO podemos considerar adequada?
Amiodarona é eficaz em arritmias supraventriculares e ventriculares, não apenas em ventriculares sem pulso.
A amiodarona é um antiarrítmico de classe III com amplo espectro de ação, sendo eficaz tanto em arritmias supraventriculares (como fibrilação atrial) quanto em ventriculares (como taquicardia ventricular). A alternativa B está incorreta porque a amiodarona possui, sim, atividade em arritmias supraventriculares.
A Amiodarona é um fármaco antiarrítmico de classe III, conhecido por seu amplo espectro de ação e eficácia em diversas arritmias cardíacas. Sua importância em emergências cardíacas reside na capacidade de estabilizar tanto arritmias supraventriculares, como a fibrilação atrial, quanto arritmias ventriculares, incluindo taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. É um medicamento de escolha em cenários de ressuscitação cardiopulmonar para arritmias ventriculares refratárias. Seu mecanismo de ação é complexo, envolvendo o bloqueio de canais de potássio, sódio e cálcio, além de propriedades alfa e beta-bloqueadoras. Essa ação multicanal confere à amiodarona sua versatilidade. No entanto, sua farmacocinética peculiar, com alta lipofilicidade e grande volume de distribuição, resulta em uma meia-vida longa e um início de ação lento quando administrada por via oral, exigindo doses de ataque para atingir rapidamente níveis terapêuticos. Residentes devem estar cientes não apenas das indicações e posologias da amiodarona, mas também de seus potenciais efeitos adversos graves, que podem afetar múltiplos órgãos. A toxicidade pulmonar (fibrose), disfunção tireoidiana (hipo ou hipertireoidismo), hepatotoxicidade e efeitos oculares e cutâneos são preocupações significativas, especialmente em uso crônico. O monitoramento regular da função pulmonar, tireoidiana e hepática é essencial para pacientes em tratamento prolongado.
A Amiodarona é indicada para o tratamento de diversas arritmias, incluindo fibrilação ventricular refratária, taquicardia ventricular sem pulso, taquicardia ventricular com pulso e arritmias supraventriculares refratárias, como a fibrilação atrial.
A Amiodarona possui uma série de efeitos adversos, destacando-se toxicidade pulmonar (fibrose), disfunção tireoidiana (hipo ou hipertireoidismo), toxicidade hepática, neuropatia periférica, fotossensibilidade e depósitos corneanos.
A Amiodarona oral tem uma farmacocinética complexa, com grande volume de distribuição e longa meia-vida, o que faz com que demore semanas para atingir níveis séricos terapêuticos estáveis, necessitando de dose de ataque.
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