SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
É atualmente o sistema de pontuação que determina a prioridade para transplante de fígado:
MELD = Creatinina + Bilirrubina + INR. Define prioridade na fila de transplante de fígado (gravidade).
O MELD substituiu o Child-Pugh na alocação de órgãos por ser um critério puramente laboratorial e objetivo, refletindo o risco de mortalidade em 3 meses.
A alocação de fígados para transplante evoluiu do critério cronológico (tempo de espera) para o critério de gravidade (sickest first). O MELD foi adotado no Brasil em 2006 e revolucionou a fila, reduzindo a mortalidade em lista ao priorizar aqueles com maior risco de óbito em 90 dias. O cálculo matemático do MELD fornece um valor que varia geralmente de 6 a 40. Pacientes com MELD elevado (>30) são considerados de altíssima prioridade. É fundamental que o médico assistente monitore esses parâmetros laborais regularmente, pois a validade do MELD na lista de espera depende da atualização periódica desses exames, cuja frequência aumenta conforme a gravidade do paciente.
O escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é calculado utilizando três exames laboratoriais objetivos: a creatinina sérica (avaliando a função renal), a bilirrubina total (avaliando a função excretora hepática) e o INR (avaliando a função de síntese proteica/coagulação). Em pacientes em diálise, o valor da creatinina é fixado em 4,0. Recentemente, em alguns sistemas, o sódio sérico foi adicionado (MELD-Na) para aumentar a acurácia preditiva em pacientes com hiponatremia, que é um marcador de gravidade na cirrose.
O escore de Child-Pugh utiliza critérios clínicos (ascite e encefalopatia) e laboratoriais (albumina, bilirrubina e INR) para classificar a reserva funcional hepática em classes A, B ou C. Por incluir variáveis subjetivas (grau de ascite/encefalopatia), ele é menos preciso para alocação de órgãos. O MELD, por ser estritamente laboratorial e contínuo, permite uma estratificação mais fina da gravidade e do risco de morte em curto prazo (90 dias), garantindo que o paciente mais grave receba o órgão primeiro (critério de gravidade vs. tempo de fila).
Sim. Algumas condições clínicas conferem ao paciente uma pontuação extra ou 'MELD fixo' porque o escore laboratorial não reflete adequadamente o risco de morte ou a urgência do transplante. Exemplos comuns incluem o Carcinoma Hepatocelular (dentro dos Critérios de Milão), a Síndrome Hepatopulmonar e certas doenças metabólicas. Nessas situações, o paciente recebe uma pontuação mínima garantida que aumenta progressivamente, permitindo que ele concorra ao transplante de forma justa com pacientes que possuem falência hepática aguda ou crônica agudizada.
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