IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Atualmente, os fármacos de escolha para o tratamento da gonorreia são:
Gonorreia → Ceftriaxona IM + Azitromicina VO (terapia dupla para cobrir coinfecção e resistência).
Devido à crescente resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae, o tratamento atual da gonorreia é uma terapia dupla com ceftriaxona intramuscular e azitromicina oral. Essa combinação visa garantir a eficácia contra a gonorreia e tratar possíveis coinfecções por Chlamydia trachomatis.
A gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns globalmente. Caracteriza-se por uretrite em homens e cervicite em mulheres, mas pode ser assintomática, especialmente no sexo feminino. A importância clínica reside na sua alta transmissibilidade e nas graves complicações se não tratada, como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria às mucosas geniturinárias, retais ou faríngeas, causando inflamação. O diagnóstico é feito por cultura, teste de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT) ou coloração de Gram. O grande desafio no tratamento é a rápida evolução da resistência antimicrobiana da N. gonorrhoeae a diversas classes de antibióticos, incluindo penicilinas, tetraciclinas, macrolídeos e fluoroquinolonas. Atualmente, o tratamento de escolha, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e CDC, é a terapia dupla: uma dose única de ceftriaxona intramuscular (um cefalosporina de terceira geração) e uma dose única de azitromicina oral (um macrolídeo). Essa combinação visa garantir a erradicação da N. gonorrhoeae e tratar uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis, que ocorre em até 50% dos casos. A educação sobre sexo seguro e rastreamento de IST são cruciais para o controle da doença.
A terapia dupla com ceftriaxona e azitromicina é recomendada para aumentar a eficácia do tratamento contra a Neisseria gonorrhoeae e para cobrir uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis, que é comum.
O principal desafio é a crescente resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae a diversas classes de antibióticos, o que exige a constante atualização dos protocolos de tratamento.
A gonorreia não tratada pode levar a complicações graves como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica, epididimite, artrite gonocócica e infecção disseminada.
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