Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
A atuação em emergência determina a necessidade criteriosa de conhecimento acerca do manuseio de pacientes gravemente afetados por anafilaxia. Quanto ao uso de adrenalina, assinale a alternativa correta.
Adrenalina IM é a 1ª linha para anafilaxia em todos os ambientes; IV reservada para casos refratários ou perioperatórios por experientes.
A adrenalina intramuscular (IM) é a medicação de primeira linha e mais importante no tratamento da anafilaxia, devendo ser administrada prontamente. A via intravenosa (IV) é reservada para casos refratários à via IM, pacientes em choque profundo ou em ambientes controlados como o perioperatório, sob monitorização rigorosa e por profissionais experientes, devido ao maior risco de efeitos adversos cardiovasculares.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que requer reconhecimento imediato e tratamento urgente. A adrenalina é o tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia, sendo a única medicação capaz de reverter a progressão dos sintomas graves, como hipotensão, broncoespasmo e angioedema de vias aéreas. Sua ação alfa-adrenérgica causa vasoconstrição periférica, aumentando a pressão arterial e reduzindo o edema, enquanto a ação beta-adrenérgica promove broncodilatação e inibe a liberação de mediadores inflamatórios. A via de administração preferencial para a adrenalina na anafilaxia é a intramuscular (IM), na face anterolateral da coxa. Esta via garante uma absorção rápida e segura, sendo recomendada para a maioria dos pacientes em todos os ambientes, incluindo o pré-hospitalar. A dose para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (solução 1:1000), e para crianças, 0,01 mg/kg (máximo 0,3 mg), podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se não houver melhora clínica. A adrenalina intravenosa (IV) é reservada para situações específicas, como anafilaxia refratária à via IM, pacientes em choque profundo ou parada cardíaca, ou no contexto perioperatório, onde há monitorização intensiva e profissionais experientes (anestesistas). A administração IV exige diluição cuidadosa (geralmente 1:10.000) e infusão lenta para evitar efeitos adversos graves, como arritmias ventriculares, isquemia miocárdica e hipertensão súbita. É crucial não atrasar a administração da adrenalina, pois o retardo está associado a maior morbimortalidade.
A dose padrão para adultos é de 0,3 a 0,5 mg de adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Para crianças, a dose é de 0,01 mg/kg, com dose máxima de 0,3 mg.
A adrenalina intravenosa é indicada para anafilaxia refratária à via intramuscular, em pacientes com choque profundo ou parada cardíaca, ou em ambiente perioperatório sob monitorização contínua e por profissional experiente, devido ao risco de arritmias e isquemia miocárdica.
Os efeitos adversos incluem taquicardia, palpitações, hipertensão, arritmias cardíacas, tremores, ansiedade e cefaleia. Doses excessivas, especialmente por via IV, podem levar a isquemia miocárdica e arritmias graves.
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