UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Paciente de 62 anos comparece para atendimento com queixa de dispareunia. Sua última menstruação foi há 11 anos, e nunca fez uso de terapia hormonal. Por comorbidades, apenas hipertensão arterial sistêmica, com bom controle ao uso de losartana. Marque a alternativa correta.
Dispareunia pós-menopausa + atrofia vaginal → estrogênio local é a conduta de escolha, mesmo com comorbidades.
A dispareunia em mulheres pós-menopausa é frequentemente causada pela atrofia vaginal devido à deficiência estrogênica. O estrogênio local é a terapia de primeira linha, pois age diretamente na mucosa vaginal com mínima absorção sistêmica, sendo seguro mesmo em pacientes com comorbidades como HAS.
A dispareunia em mulheres pós-menopausa é um sintoma comum da síndrome geniturinária da menopausa (SGM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal. Essa condição é causada pela deficiência estrogênica, que leva ao afinamento e ressecamento da mucosa vaginal, perda de elasticidade e diminuição do fluxo sanguíneo, impactando significativamente a qualidade de vida. A paciente do caso, com 62 anos e menopausa há 11 anos, apresenta um quadro clássico de SGM. A ausência de terapia hormonal prévia e a presença de hipertensão arterial sistêmica controlada são dados importantes. A terapia de primeira linha para os sintomas urogenitais da menopausa é o estrogênio local (vaginal), devido à sua eficácia e perfil de segurança. O estrogênio local age diretamente nos receptores estrogênicos da vagina, restaurando a espessura e a lubrificação da mucosa, com absorção sistêmica mínima. Isso o torna uma opção segura para a maioria das mulheres, inclusive aquelas com comorbidades como hipertensão, que poderiam ter contraindicações para a terapia hormonal sistêmica. O uso de estrogênio oral sistêmico não é indicado para sintomas puramente vaginais.
A síndrome geniturinária da menopausa (SGM) engloba sintomas vaginais (secura, queimação, irritação, dispareunia), urinários (disúria, urgência, infecções recorrentes) e sexuais (diminuição da lubrificação, dor, disfunção).
O estrogênio local atua diretamente na mucosa vaginal, aliviando os sintomas de atrofia com absorção sistêmica mínima, o que reduz os riscos associados à terapia hormonal sistêmica, sendo mais seguro para pacientes com comorbidades.
As contraindicações são semelhantes às da terapia hormonal sistêmica, mas menos rigorosas devido à baixa absorção. Incluem câncer de mama ou endométrio ativo, sangramento vaginal inexplicado e trombose venosa profunda recente.
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