Dispareunia Pós-Menopausa: Manejo em Câncer de Endométrio

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 53 anos relata ressecamento vaginal e dor durante a prática sexual. Pós menopausada com antecedente pessoal de câncer de endométrio. O tratamento da dispareunia neste caso consiste em:

Alternativas

  1. A) Indicar estrogênio conjugado intravaginal diariamente.
  2. B) Indicar estradiol transdérmico e lubrificantes na prática sexual.
  3. C) Indicar estriol intravaginal e lubrificantes na prática sexual.
  4. D) Orientar testosterona intravaginal em dias alternados.
  5. E) Recomendar hidratantes vaginais em dias alternados.

Pérola Clínica

Dispareunia pós-menopausa com câncer de endométrio prévio → hidratantes vaginais e lubrificantes são a primeira linha.

Resumo-Chave

Em pacientes pós-menopausadas com histórico de câncer de endométrio, a terapia hormonal com estrogênio (mesmo que vaginal) é geralmente contraindicada devido ao risco de recorrência. A abordagem preferencial para dispareunia e ressecamento vaginal são os hidratantes vaginais de uso regular e lubrificantes na relação sexual.

Contexto Educacional

A síndrome geniturinária da menopausa (SGUM), anteriormente conhecida como atrofia vulvovaginal, é uma condição comum que afeta mulheres pós-menopausadas, caracterizada por ressecamento vaginal, dispareunia, prurido e sintomas urinários. A deficiência estrogênica é a principal causa, levando a alterações na mucosa vaginal e uretra. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como palidez, perda de rugosidade e friabilidade da mucosa vaginal. Em pacientes com histórico de câncer de endométrio, a escolha do tratamento é crucial, pois a terapia hormonal com estrogênio, mesmo que tópica, deve ser evitada devido ao risco potencial de recorrência ou estimulação endometrial. O tratamento da SGUM em pacientes com câncer de endométrio prévio foca em abordagens não hormonais. Hidratantes vaginais de uso regular são a primeira linha, pois restauram a umidade e a elasticidade da mucosa. Lubrificantes à base de água ou silicone são recomendados para uso durante a relação sexual para reduzir o atrito e a dor. Outras opções incluem dilatadores vaginais e, em casos selecionados, terapias a laser, sempre com cautela e discussão com o oncologista.

Perguntas Frequentes

Por que o estrogênio vaginal é contraindicado em pacientes com histórico de câncer de endométrio?

Embora a absorção sistêmica do estrogênio vaginal seja baixa, existe um risco teórico de estimulação endometrial e recorrência do câncer, tornando-o geralmente contraindicado. A segurança oncológica é prioritária.

Qual a diferença entre hidratantes vaginais e lubrificantes sexuais?

Hidratantes vaginais são usados regularmente (dias alternados) para restaurar a umidade e elasticidade da mucosa, enquanto lubrificantes são aplicados apenas no momento da relação sexual para reduzir o atrito e a dor.

Quais são as opções não hormonais para o tratamento da atrofia vaginal?

As opções não hormonais incluem hidratantes vaginais de uso regular, lubrificantes à base de água ou silicone para a prática sexual, e em alguns casos, terapias a laser ou com radiofrequência, embora estas últimas ainda necessitem de mais estudos.

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