Atrofia Vaginal Pós-Menopausa: Alterações na Citologia

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 56 anos de idade queixou-se ao médico ginecologista de secura vaginal, desconforto, prurido e dispareunia nas relações sexuais. Menopausa aos 49 anos de idade e nunca usou terapia hormonal no periodo do climatério por não apresentar fogachos. Realizou seus exames de rotina, em que apresentou citologia hormonal de Papanicolaou com alteração. A alteração celular esperada nesse exame é a perda das células:

Alternativas

  1. A) superficiais vaginais.
  2. B) da basal interna vaginal.
  3. C) da basal externa vaginal.
  4. D) da basal interna e externa vaginal.
  5. E) da camada intermediária vaginal.

Pérola Clínica

Atrofia vaginal pós-menopausa = ↓ estrogênio → perda de células superficiais na citologia hormonal.

Resumo-Chave

Na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio leva à atrofia do epitélio vaginal. Isso se reflete na citologia hormonal pela diminuição ou ausência das células superficiais, que são as mais maduras e dependentes de estrogênio, predominando as células parabasais e intermediárias.

Contexto Educacional

A menopausa é um marco fisiológico na vida da mulher, caracterizado pela cessação permanente da menstruação e, clinicamente, pela deficiência estrogênica. Uma das consequências mais comuns e incômodas dessa deficiência é a atrofia vaginal, que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, manifestando-se como secura vaginal, prurido, desconforto e dispareunia. O epitélio vaginal é altamente responsivo aos estrogênios. Na presença de níveis adequados de estrogênio, o epitélio é espesso e composto predominantemente por células superficiais. Com a queda dos níveis hormonais na pós-menopausa, ocorre um afinamento do epitélio, com diminuição do número de camadas celulares e uma mudança na proporção dos tipos celulares. Na citologia hormonal de Papanicolaou, essa alteração se traduz pela perda das células superficiais, que são as mais maduras e eosinofílicas, e pelo aumento relativo de células intermediárias e parabasais. O reconhecimento dessas alterações é fundamental para o diagnóstico da atrofia vaginal e para a indicação de tratamento, que pode incluir hidratantes vaginais, lubrificantes e, em casos mais sintomáticos, terapia hormonal local com estrogênio. Compreender a fisiopatologia e as manifestações citológicas da atrofia vaginal é essencial para os residentes no manejo clínico das pacientes no climatério.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da atrofia vaginal pós-menopausa?

A atrofia vaginal pós-menopausa, também conhecida como Síndrome Geniturinária da Menopausa, manifesta-se por sintomas como secura vaginal, prurido, queimação, irritação, dispareunia (dor nas relações sexuais) e sintomas urinários como disúria e urgência, devido à deficiência estrogênica.

Como a deficiência estrogênica afeta o epitélio vaginal?

A deficiência estrogênica na menopausa causa o afinamento do epitélio vaginal, perda de elasticidade, diminuição da vascularização e redução da produção de glicogênio. Isso leva à diminuição das células superficiais e intermediárias, com predominância de células parabasais e basais na citologia, e um pH vaginal mais elevado.

Qual alteração celular é esperada na citologia hormonal em casos de atrofia vaginal?

Na citologia hormonal de Papanicolaou, a alteração esperada na atrofia vaginal é a perda das células superficiais vaginais. Essas células, que são as mais maduras e abundantes em um epitélio vaginal bem estrogenizado, diminuem drasticamente, dando lugar à predominância de células intermediárias e parabasais.

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