HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 54 anos, previamente hígida, com última menstruação aos 45 anos, em consulta de rotina queixa-se de ressecamento vaginal e desconforto na relação sexual, além de desconforto ao urinar. Ao exame, observado atrofia vaginal. Qual a melhor opção terapêutica dentre as abaixo?
Atrofia vaginal pós-menopausa → estrogênio tópico é a melhor opção, aliviando sintomas locais.
A atrofia vaginal pós-menopausa, parte da síndrome geniturinária da menopausa, é causada pela deficiência estrogênica. O estrogênio tópico é a terapia de primeira linha, pois age diretamente na mucosa vaginal, aliviando sintomas como ressecamento, dispareunia e disúria, com mínima absorção sistêmica.
A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher marcado pela cessação da menstruação e pela diminuição da produção de estrogênio pelos ovários. A deficiência estrogênica leva a diversas alterações, sendo a atrofia vaginal, ou síndrome geniturinária da menopausa (SGM), uma das mais comuns e incômodas, afetando significativamente a qualidade de vida. A SGM manifesta-se por ressecamento, irritação, coceira, dispareunia e sintomas urinários como disúria e urgência. A fisiopatologia envolve o afinamento do epitélio vaginal, perda de elasticidade e diminuição da vascularização, resultando em pH vaginal elevado e maior suscetibilidade a infecções. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico que revela atrofia. O tratamento de escolha para a atrofia vaginal isolada é o estrogênio tópico (cremes, anéis ou comprimidos vaginais). Ele restaura o trofismo da mucosa vaginal com absorção sistêmica mínima, sendo seguro mesmo para pacientes com contraindicações à terapia hormonal sistêmica. Lubrificantes e hidratantes vaginais podem oferecer alívio sintomático temporário, mas não revertem a atrofia tecidual.
Os sintomas incluem ressecamento vaginal, coceira, queimação, dispareunia (dor na relação sexual), urgência urinária, disúria e maior suscetibilidade a infecções do trato urinário.
O estrogênio tópico atua diretamente na mucosa vaginal, restaurando o trofismo tecidual com absorção sistêmica mínima, o que reduz os riscos associados à terapia hormonal sistêmica, sendo mais seguro para sintomas locais.
Lubrificantes e hidratantes vaginais podem ser usados para sintomas leves ou como adjuvantes. Em casos de sintomas vasomotores sistêmicos associados, a terapia hormonal sistêmica pode ser considerada, mas para atrofia isolada, o tópico é o padrão.
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