Atrofia Urogenital: Terapia Hormonal Local e Opções

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A terapia hormonal local melhora consideravelmente a atrofia urogenital em situações em que não estejam associados os sintomas vasomotores. São usados diferente medicamento exceto:

Alternativas

  1. A) Estriol creme 0,5 g via vaginal 2-3x/semana à noite.
  2. B) Clindamicina creme 2% 5 g por via intravaginal, uma vez por dia durante 7 dias.
  3. C) Estradiol (10 microgramas) 1 comprimido via vaginal 2-3x/semana à noite.
  4. D) Promestrieno creme vaginal (10 mg/g) 2-3x/semana à noite.

Pérola Clínica

Atrofia urogenital: terapia hormonal local usa estrogênios (estriol, estradiol, promestrieno), não antibióticos como clindamicina.

Resumo-Chave

A atrofia urogenital é tratada com estrogênios locais para restaurar o trofismo vaginal e aliviar sintomas. Medicamentos como estriol, estradiol e promestrieno são opções. A clindamicina é um antibiótico usado para infecções bacterianas, sem papel na terapia hormonal para atrofia.

Contexto Educacional

A atrofia urogenital, também conhecida como síndrome geniturinária da menopausa, é uma condição comum que afeta mulheres na pós-menopausa devido à deficiência estrogênica. Caracteriza-se por alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga, impactando significativamente a qualidade de vida. É crucial para o residente reconhecer e tratar essa condição, que muitas vezes é subdiagnosticada. A fisiopatologia envolve a diminuição da produção de estrogênio, levando ao afinamento, ressecamento e perda de elasticidade dos tecidos urogenitais. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas relatados pela paciente e no exame físico. É importante suspeitar de atrofia urogenital em mulheres pós-menopáusicas com queixas de secura vaginal, dispareunia, prurido ou sintomas urinários irritativos. O tratamento de primeira linha para a atrofia urogenital isolada é a terapia hormonal local com estrogênios. Medicamentos como estriol, estradiol e promestrieno, administrados por via vaginal em cremes, óvulos ou comprimidos, são altamente eficazes. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, que melhora os sintomas e a qualidade de vida. É fundamental diferenciar a atrofia de infecções vaginais, que requerem abordagens terapêuticas distintas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da atrofia urogenital?

Os sintomas da atrofia urogenital incluem secura vaginal, dispareunia (dor durante a relação sexual), prurido, disúria e urgência urinária, resultantes da deficiência estrogênica na pós-menopausa.

Por que a terapia hormonal local é preferível à sistêmica para atrofia urogenital isolada?

A terapia local minimiza a absorção sistêmica de estrogênio, reduzindo riscos e efeitos colaterais associados à terapia sistêmica, sendo eficaz para sintomas urogenitais sem sintomas vasomotores significativos.

Quais são os medicamentos hormonais mais comuns usados na terapia local para atrofia urogenital?

Os medicamentos mais comuns são cremes, óvulos ou comprimidos vaginais contendo estrogênios como estriol, estradiol e promestrieno, que atuam restaurando o trofismo da mucosa vaginal e uretral.

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