CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
Assinale um sinal, ou alteração, associado à neuropatia glaucomatosa presente na figura abaixo.
Atrofia peripapilar zona beta → Correlaciona-se com perda de fibras nervosas e progressão do glaucoma.
A zona beta é caracterizada pela atrofia do epitélio pigmentar da retina e da coriocapilar, expondo os grandes vasos coroidais e a esclera, sendo um marcador de dano glaucomatoso.
A avaliação do disco óptico é o pilar do diagnóstico estrutural do glaucoma. Além da análise da rima neural e da escavação, as alterações peripapilares fornecem dados valiosos. A zona beta reflete o comprometimento tecidual profundo e a perda de suporte estrutural ao redor do nervo óptico. Na prática clínica, a documentação fotográfica (retinografia) ou por imagem (OCT) dessas zonas permite um monitoramento objetivo da estabilidade da doença, complementando a perimetria computadorizada.
A zona beta é uma região de atrofia peripapilar localizada adjacente à borda do disco óptico. Ela se caracteriza pela perda completa do epitélio pigmentar da retina (EPR) e da coriocapilar, permitindo a visualização direta dos vasos coroidais maiores e da esclera subjacente. Clinicamente, sua presença e, principalmente, sua expansão estão fortemente associadas à presença de glaucoma e ao risco de progressão da doença, sendo um sinal semiológico crucial no exame de fundo de olho.
A zona alfa é uma região periférica de irregularidades pigmentares (hiper ou hipopigmentação) do EPR, presente em muitos olhos normais e não necessariamente patológica. Já a zona beta é interna à zona alfa (mais próxima do disco), apresenta atrofia coriorretiniana total e é muito mais frequente e extensa em olhos com glaucoma. Enquanto a zona alfa tem pouco valor diagnóstico, a zona beta é um marcador importante de neuropatia óptica.
Estudos clínicos demonstram que a localização da zona beta frequentemente coincide com a área de maior perda de campo visual e maior escavação do disco óptico. O aumento da área da zona beta ao longo do tempo é um indicador de progressão da neuropatia glaucomatosa, auxiliando o oftalmologista a decidir pela intensificação do tratamento clínico ou indicação cirúrgica em pacientes com glaucoma de ângulo aberto.
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