Atrofia Geográfica na DMRI: Achados Tomográficos (OCT)

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Qual das alterações abaixo, ao exame de tomografia de coerência óptica macular, seria a mais esperada para um paciente com atrofia geográfica por degeneração macular relacionada à idade?

Alternativas

  1. A) Cistos intrarretinianos.
  2. B) Perda da membrana limitante interna.
  3. C) Hiperreflectividade da camada plexiforme interna.
  4. D) Perda da zona elipsoide.

Pérola Clínica

Atrofia Geográfica (DMRI) no OCT → Perda da zona elipsoide + Atrofia do EPR + Hipertransmissão.

Resumo-Chave

A atrofia geográfica representa o estágio avançado da DMRI seca, caracterizada pela perda irreversível da zona elipsoide (fotorreceptores) e do epitélio pigmentado da retina (EPR).

Contexto Educacional

A atrofia geográfica (AG) é a manifestação final da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) não exsudativa. No OCT, a AG é definida pela presença de uma área de perda total do EPR, perda da zona elipsoide e afinamento da retina sobrejacente. A transição entre a retina saudável e a área atrófica é frequentemente marcada por alterações precursoras, como drusas e migração pigmentar. A análise por OCT é fundamental não apenas para o diagnóstico, mas para o monitoramento da progressão da doença. A preservação da fóvea (foveal sparing) pode manter uma boa acuidade visual central por algum tempo, mesmo na presença de grandes áreas de atrofia perifoveal, o que torna o acompanhamento por imagem essencial para prever o prognóstico visual do paciente.

Perguntas Frequentes

O que é a zona elipsoide no OCT e por que ela some na atrofia geográfica?

A zona elipsoide corresponde à porção dos segmentos externos dos fotorreceptores rica em mitocôndrias. Na atrofia geográfica, ocorre uma degeneração progressiva e morte dos fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina (EPR). A perda da integridade dessa linha no OCT é um sinal precoce e definitivo de dano estrutural e perda de função visual na área afetada.

O que é o sinal de hipertransmissão no OCT da atrofia geográfica?

Como o epitélio pigmentado da retina (EPR) normalmente bloqueia ou atenua a passagem da luz do OCT para as camadas mais profundas, sua ausência na atrofia geográfica permite que a luz atinja a coroide com maior intensidade. Isso cria uma área de 'brilho' ou hiperreflectividade abaixo da linha do EPR, conhecida como sinal de hipertransmissão coroidal, um marcador clássico de atrofia.

Existem tratamentos para a atrofia geográfica?

Historicamente, o tratamento era limitado a suplementação vitamínica (AREDS2) para reduzir o risco de progressão. Recentemente, novas terapias baseadas na inibição da cascata do complemento (como o pegcetacoplano e o avacincaptad pegol) foram aprovadas para reduzir a taxa de crescimento das lesões de atrofia geográfica, embora não recuperem a visão já perdida.

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