Atrofia em Banda do Nervo Óptico: Sinal da Gravata Borboleta

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Na atrofia em banda do nervo óptico (sinal da gravata de borboleta), a perda de camada de fibras nervosas da retina peripapilar ocorre predominantemente:

Alternativas

  1. A) Nos setores nasal e temporal da cabeça do nervo óptico
  2. B) Nos setores superior e inferior da cabeça do nervo óptico
  3. C) No setor nasal da cabeça do nervo óptico
  4. D) No setor temporal da cabeça do nervo óptico

Pérola Clínica

Atrofia em banda (gravata borboleta) = Perda de fibras nos setores nasal e temporal do disco.

Resumo-Chave

Ocorre em lesões quiasmáticas ou retroquiasmáticas crônicas, afetando fibras que cruzam (nasais) e fibras que não cruzam mas ocupam o setor temporal do disco.

Contexto Educacional

A atrofia em banda é um achado oftalmoscópico específico de lesões da via visual anterior. A anatomia das fibras nervosas na cabeça do nervo óptico explica o padrão: as fibras da retina nasal entram no lado nasal do disco, e as fibras da mácula (feixe papilomacular) entram no lado temporal. Em uma lesão quiasmática, as fibras nasais de ambos os olhos são perdidas. No disco óptico, isso se traduz em atrofia nos meridianos horizontais (nasal e temporal). Os setores superior e inferior, que recebem fibras das retinas temporais superior e inferior (que não cruzam no quiasma), são poupados, mantendo sua coloração rosada normal.

Perguntas Frequentes

O que causa o sinal da gravata borboleta no nervo óptico?

O sinal da gravata borboleta (ou atrofia em banda) é causado por lesões que interrompem as fibras nervosas que se originam da retina nasal (que cruzam no quiasma) e as fibras que formam o feixe papilomacular. Isso resulta em palidez e perda de fibras nos setores nasal e temporal do disco óptico, enquanto os setores superior e inferior permanecem preservados, criando o aspecto visual de uma gravata borboleta.

Em quais patologias observamos a atrofia em banda?

É classicamente observada em lesões compressivas do quiasma óptico (como adenomas de hipófise) de longa data e em lesões do trato óptico. No caso de lesão do trato óptico, o olho contralateral à lesão apresentará a atrofia em banda, enquanto o olho ipsilateral terá uma atrofia mais difusa.

Como a atrofia em banda se manifesta no campo visual?

A atrofia em banda está associada a defeitos de campo visual que respeitam a linha média vertical. Em lesões quiasmáticas, correlaciona-se com a hemianopsia bitemporal. A perda de fibras temporais no disco corresponde ao feixe papilomacular (visão central), enquanto a perda nasal corresponde às fibras da retina nasal (campo temporal).

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