HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Rita, 44 anos, trabalhadora doméstica, procura a UBS em uma sexta-feira, por demanda espontânea, por dor em região lombar há três meses, pior com esforços, sem irradiação. Já usou analgésicos por conta própria, com alívio parcial, e solicita encaminhamento para o ortopedista. No acolhimento, a enfermeira colhe história dirigida, verifica sinais de alerta (negativos) e agenda avaliação com a médica da equipe da UBS, para o início da semana seguinte, para definir plano terapêutico. Com base nos atributos da Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa que apresenta corretamente a interpretação mais adequada para a situação relatada.
Acesso de primeiro contato = porta de entrada aberta + acolhimento resolutivo, mesmo sem consulta médica imediata.
O acesso de primeiro contato na APS refere-se à acessibilidade e ao uso do serviço como porta de entrada para cada nova necessidade, priorizando o acolhimento e a classificação de risco.
Os atributos da Atenção Primária à Saúde, sistematizados por Barbara Starfield, dividem-se em essenciais (Acesso de Primeiro Contato, Longitudinalidade, Integralidade e Coordenação) e derivados (Orientação Familiar, Orientação Comunitária e Competência Cultural). O caso clínico de Rita ilustra o 'Acesso', onde o acolhimento pela enfermagem e o agendamento oportuno garantem que a UBS funcione como porta de entrada, filtrando a necessidade de especialistas. A integralidade exige que a equipe reconheça as necessidades biopsicossociais do indivíduo, oferecendo serviços preventivos e curativos. No cenário descrito, o manejo da dor lombar crônica sem sinais de alerta (red flags) permite um agendamento eletivo breve, mantendo a segurança clínica e a organização do fluxo da unidade, sem ferir os princípios da APS.
É o atributo que implica que a APS seja a porta de entrada preferencial do sistema de saúde. Envolve a acessibilidade (geográfica, organizacional e temporal) e o uso do serviço pelo paciente sempre que surge uma nova necessidade de saúde ou problema clínico.
A longitudinalidade pressupõe a existência de um vínculo e uma relação de confiança entre a equipe e o paciente ao longo do tempo, independentemente da presença de doença. A continuidade é apenas a sucessão de atendimentos para um mesmo problema, sem necessariamente haver vínculo pessoal.
A coordenação é a capacidade da APS de organizar e integrar o cuidado, mesmo quando o paciente precisa ser referenciado para outros níveis de atenção (especialistas ou hospitais), garantindo que a informação retorne e o cuidado seja harmonizado.
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