UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2017
Mauro, 48 anos, marceneiro, procura a unidade de saúde na segunda-feira para trocar um encaminhamento ao cardiologista solicitado por médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante atendimento no final de semana. Ele informa que procurou a UPA, porque estava sentindo palpitações e temia ter um problema no coração. No atendimento, foi informado que sua pressão estava alta, 150 x 100 mmHg pelo que ele se recorda, recebeu um comprimido e foi submetido a um eletrocardiograma. Ao final de cerca de uma hora, foi informado que o exame estava normal, mas que deveria procurar a unidade de saúde para ser encaminhado ao cardiologista. O sintoma descrito pelo paciente do caso clínico pode representar uma forma de arritmia paroxística ou uma crise de ansiedade. A capacidade da Atenção Primária à Saúde (APS) de abordar problemas diversos, desde doenças orgânicas a funcionais, relaciona-se com qual atributo essencial:
Capacidade da APS de abordar problemas orgânicos e funcionais = Integralidade do cuidado.
A integralidade é um atributo essencial da APS que se refere à capacidade de abordar o indivíduo em sua totalidade, considerando suas dimensões biológica, psicológica e social, e de lidar com uma ampla gama de problemas de saúde, desde doenças orgânicas até questões psicossociais e funcionais.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema de saúde, e possui atributos essenciais que a distinguem e a tornam fundamental. Entre eles, a integralidade se destaca como a capacidade de a APS lidar com uma ampla gama de problemas de saúde, desde condições orgânicas agudas e crônicas até questões psicossociais e funcionais. A integralidade implica em uma abordagem holística do paciente, reconhecendo que a saúde não se restringe à ausência de doença física, mas engloba o bem-estar mental e social. Isso significa que a equipe da APS deve estar preparada para acolher e manejar queixas que podem ter múltiplas etiologias, como as palpitações do caso clínico, que podem ser tanto uma arritmia quanto uma manifestação de ansiedade. Para residentes, compreender a integralidade é crucial para desenvolver uma prática clínica mais humanizada e eficaz. Ela exige uma escuta qualificada, a construção de vínculo e a capacidade de ir além do diagnóstico puramente biológico, considerando o contexto de vida do paciente. A APS, ao exercer a integralidade, torna-se um ponto estratégico para a detecção precoce e o manejo de problemas complexos, evitando a fragmentação do cuidado e otimizando os recursos do sistema de saúde.
A integralidade na APS significa a capacidade de a equipe de saúde abordar o indivíduo de forma completa, considerando suas necessidades biológicas, psicológicas e sociais, e de lidar com uma vasta gama de problemas de saúde, sejam eles orgânicos, funcionais ou psicossociais.
Na prática, a integralidade se manifesta na escuta ampliada, na valorização da queixa do paciente para além do sintoma físico, na oferta de ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, e na capacidade de reconhecer e manejar problemas de saúde mental e social.
A integralidade refere-se à amplitude e profundidade do cuidado oferecido pela APS, abordando o indivíduo em todas as suas dimensões. A coordenação do cuidado, por sua vez, foca na articulação e integração dos diferentes serviços e níveis de atenção à saúde para garantir a continuidade do cuidado.
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