UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
O médico de família deve tratar e acompanhar no PSF:
Médico de família no PSF → manejo de condições crônicas, saúde mental e ISTs como HAS, ansiedade, sífilis e hanseníase.
A Atenção Primária à Saúde (APS) e o Programa Saúde da Família (PSF) são pilares para o acompanhamento de condições prevalentes e crônicas. O médico de família atua na promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças como hipertensão, transtornos de ansiedade, sífilis primária e hanseníase, que são passíveis de manejo na APS.
A Atenção Primária à Saúde (APS), materializada no Brasil pelo Programa Saúde da Família (PSF), é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde e o principal cenário de atuação do médico de família. Este profissional tem um papel central na coordenação do cuidado, na longitudinalidade e na integralidade, sendo responsável por uma vasta gama de condições clínicas que afetam a comunidade. A capacidade de resolver a maioria dos problemas de saúde da população em seu território é um dos pilares da APS, evitando encaminhamentos desnecessários e otimizando recursos. As atribuições do médico de família no PSF incluem a promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação. Isso abrange desde o manejo de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e diabetes, até condições de saúde mental, como transtornos de ansiedade e depressão. Além disso, a APS é fundamental no controle de doenças infecciosas, como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – sífilis primária – e doenças negligenciadas como a hanseníase, onde o diagnóstico e o tratamento inicial são realizados no próprio serviço. Para o residente, é crucial compreender que o médico de família não apenas trata doenças, mas também atua na gestão do cuidado, na educação em saúde e na articulação com outros níveis de atenção. O manejo adequado dessas condições na APS contribui significativamente para a melhoria dos indicadores de saúde da população, a redução da morbimortalidade e a sustentabilidade do sistema de saúde, reforçando a importância da resolutividade e da abordagem comunitária.
O médico de família é responsável pelo acompanhamento de diversas condições crônicas na Atenção Primária à Saúde, incluindo hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, asma, e transtornos de ansiedade e depressão, visando o controle e a prevenção de complicações.
No PSF, o médico de família realiza o rastreio, diagnóstico e tratamento da sífilis primária, utilizando testes rápidos e a administração de penicilina benzatina. O acompanhamento dos parceiros sexuais e a notificação dos casos também são parte integrante da atuação na APS.
O médico de família tem um papel crucial no diagnóstico precoce da hanseníase, no tratamento supervisionado com politerapia e no acompanhamento das reações hansênicas. A vigilância dos contatos e a prevenção de incapacidades também são responsabilidades da equipe de saúde da família.
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