Médico de Família no PSF: Atribuições e Manejo Clínico

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015

Enunciado

O médico de família deve tratar e acompanhar no PSF:

Alternativas

  1. A) diabete tipo 2, placenta prévia, cancro mole, estrongiloidíase. 
  2. B) hipertensão, transtorno de ansiedade, sífilis primária, hanseníase. 
  3. C) espondiloartrose, incompetência istmicocervical uterina, dispepsia, gripe.
  4. D) bronquite crônica, pré-natal, endocardite bacteriana, transtornos depressivos. 
  5. E) hiperplasia prostática, vaginose, cistite, miocardiopatia chagásica aguda.

Pérola Clínica

Médico de família no PSF → manejo de condições crônicas, saúde mental e ISTs como HAS, ansiedade, sífilis e hanseníase.

Resumo-Chave

A Atenção Primária à Saúde (APS) e o Programa Saúde da Família (PSF) são pilares para o acompanhamento de condições prevalentes e crônicas. O médico de família atua na promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças como hipertensão, transtornos de ansiedade, sífilis primária e hanseníase, que são passíveis de manejo na APS.

Contexto Educacional

A Atenção Primária à Saúde (APS), materializada no Brasil pelo Programa Saúde da Família (PSF), é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde e o principal cenário de atuação do médico de família. Este profissional tem um papel central na coordenação do cuidado, na longitudinalidade e na integralidade, sendo responsável por uma vasta gama de condições clínicas que afetam a comunidade. A capacidade de resolver a maioria dos problemas de saúde da população em seu território é um dos pilares da APS, evitando encaminhamentos desnecessários e otimizando recursos. As atribuições do médico de família no PSF incluem a promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação. Isso abrange desde o manejo de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e diabetes, até condições de saúde mental, como transtornos de ansiedade e depressão. Além disso, a APS é fundamental no controle de doenças infecciosas, como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – sífilis primária – e doenças negligenciadas como a hanseníase, onde o diagnóstico e o tratamento inicial são realizados no próprio serviço. Para o residente, é crucial compreender que o médico de família não apenas trata doenças, mas também atua na gestão do cuidado, na educação em saúde e na articulação com outros níveis de atenção. O manejo adequado dessas condições na APS contribui significativamente para a melhoria dos indicadores de saúde da população, a redução da morbimortalidade e a sustentabilidade do sistema de saúde, reforçando a importância da resolutividade e da abordagem comunitária.

Perguntas Frequentes

Quais condições crônicas o médico de família pode acompanhar na APS?

O médico de família é responsável pelo acompanhamento de diversas condições crônicas na Atenção Primária à Saúde, incluindo hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, asma, e transtornos de ansiedade e depressão, visando o controle e a prevenção de complicações.

Como o PSF atua no diagnóstico e tratamento de ISTs como a sífilis?

No PSF, o médico de família realiza o rastreio, diagnóstico e tratamento da sífilis primária, utilizando testes rápidos e a administração de penicilina benzatina. O acompanhamento dos parceiros sexuais e a notificação dos casos também são parte integrante da atuação na APS.

Qual o papel do médico de família no manejo da hanseníase?

O médico de família tem um papel crucial no diagnóstico precoce da hanseníase, no tratamento supervisionado com politerapia e no acompanhamento das reações hansênicas. A vigilância dos contatos e a prevenção de incapacidades também são responsabilidades da equipe de saúde da família.

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