FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2018
São atribuições do médico pertencente à equipe de saúde da estratégia de saúde da família. I - Realizar consultas clínicas, atividades em grupo na UBS e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários; II - Encaminhar, quando necessário, usuários a outros pontos de atenção, respeitando fluxos locais, mantendo sua responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico deles; III - Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados; IV - Indicar, de forma compartilhada com outros pontos de atenção, a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo acompanhamento do usuário; V - Acompanhar,por meio de visita domiciliar todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade. As visitas deverão ser programadas considerando os critérios de risco e vulnerabilidade de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês.
Médico da ESF: consultas, atividades em grupo, domicílio, encaminhamento e acompanhamento de plano terapêutico.
As atribuições do médico na Estratégia Saúde da Família (ESF) são abrangentes, incluindo atendimento clínico na UBS e domicílio, participação em atividades comunitárias e a responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico do paciente, mesmo após encaminhamento.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário de organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, e o médico da ESF desempenha um papel central nesse sistema. Suas atribuições são multifacetadas e visam a integralidade do cuidado, a longitudinalidade e a coordenação da atenção. Isso inclui não apenas o atendimento clínico na Unidade Básica de Saúde (UBS), mas também a atuação no domicílio e em espaços comunitários, promovendo a saúde e prevenindo doenças. Do ponto de vista da prática clínica, o médico da ESF é o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde, sendo responsável por resolver a maioria dos problemas de saúde da população adscrita. Ele deve realizar o diagnóstico e tratamento de condições agudas e crônicas, além de atividades de promoção e prevenção. É fundamental que o médico da ESF mantenha a responsabilização pelo acompanhamento do plano terapêutico do paciente, mesmo quando há necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção, garantindo a continuidade do cuidado e a coordenação da rede. Para o residente, compreender essas atribuições é essencial para atuar de forma eficaz na APS. O médico da ESF deve ter uma visão ampliada do processo saúde-doença, considerando os determinantes sociais e ambientais. A visita domiciliar, por exemplo, é uma ferramenta diagnóstica e terapêutica poderosa, permitindo uma avaliação mais completa do paciente em seu contexto. O prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes são diretamente impactados pela capacidade do médico da ESF de coordenar o cuidado e atuar de forma proativa na comunidade.
As principais atividades clínicas incluem consultas na Unidade Básica de Saúde (UBS), atendimentos domiciliares quando necessário, e participação em atividades de grupo e comunitárias para promoção da saúde.
Sim, o médico da ESF mantém sua responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico do paciente, mesmo após o encaminhamento a outros pontos de atenção, garantindo a continuidade do cuidado.
A visita domiciliar é crucial para o médico da ESF, pois permite avaliar o contexto social e ambiental do paciente, identificar riscos e vulnerabilidades, e oferecer um cuidado mais integral e personalizado, especialmente para famílias de maior necessidade.
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