Atresia de Vias Bilares: Diagnóstico e Manejo Urgente

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2016

Enunciado

Você atende em seu consultório um lactente com 45 dias que apresenta icterícia desde as primeiras horas de vida. Nasceu de parto normal, a termo e sem intercorrências, 3200g, Apgar 9 e 10. Ficou internado por quatro dias para fazer fototerapia, segundo a mãe não apresentava incompatibilidade e não trouxe o relatório de alta da maternidade. A criança alimenta-se bem ao seio materno, não tem febre e realizou exames recentes que mostraram anemia, hiperbilirrubinemia direta, coagulograma normal, discreta elevação de AST/ALT, urina tipo I e urocultura negativas, ultrassonografia hepática: vesícula biliar não visualizada, sem outras particularidades. Ao exame físico, além da icterícia acentuada e fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, não há outras alterações. A urina na fralda é colúrica e as fezes são amareladas e quando maceradas, o interior revela acolia (fezes brancas). A melhor conduta nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Colher todas as sorologias (TORSCH) e iniciar tratamento empírico para infecção para citomegalovírus.
  2. B) Repetir o ultrassom de abdome e, conforme o resultado, solicitar tomografia de abdome superior e cintilografia hepatobiliar (Tc-99m DISIDA).
  3. C) Solicitar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, pois faz parte da rotina diagnóstica.
  4. D) Encaminhar imediatamente ao cirurgião pediátrico para biópsia hepática e decisão cirúrgica.
  5. E) Repetir os exames de função hepática, bilirrubinas totais e frações, culturas,hemograma, reticulócitos, Coombs, eletroforese de hemoglobina e acompanhar clinicamente a evolução do quadro até o lactente completar dois meses.

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