UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Criança nascida de parto a termo, sem intercorrências, apresenta-se com cianose refratária ao uso de 02 com Fi02 a 100%. Dentre os achados clínicos, observa-se sopro cardíaco sistólico, com padrão de sobrecarga cardíaca esquerda e hemibloqueio anterior esquerdo. No RX há padrão de hipofluxo. Com os dados acima, qual a cardiopatia mais provável?
Cianose refratária + hipofluxo pulmonar + sobrecarga VE + HBAE → Atresia Tricúspide.
A atresia tricúspide é uma cardiopatia congênita cianótica caracterizada pela ausência da valva tricúspide, impedindo o fluxo sanguíneo do átrio direito para o ventrículo direito. Isso leva a um hipofluxo pulmonar (visível no RX), sobrecarga do ventrículo esquerdo (que recebe todo o sangue sistêmico e pulmonar) e frequentemente um hemibloqueio anterior esquerdo no ECG, além de cianose refratária.
A atresia tricúspide é uma cardiopatia congênita cianótica rara, mas grave, caracterizada pela ausência completa da valva tricúspide, impedindo o fluxo sanguíneo direto do átrio direito para o ventrículo direito. Para a sobrevivência do recém-nascido, é essencial a presença de comunicações interatriais (forame oval patente ou CIA) para que o sangue venoso sistêmico possa alcançar o lado esquerdo do coração e, de lá, ser bombeado para a circulação sistêmica e, em parte, para a circulação pulmonar (geralmente via CIV e/ou PCA). Clinicamente, os pacientes apresentam cianose refratária ao oxigênio desde o nascimento. O exame físico pode revelar um sopro sistólico (se houver CIV) e sinais de sobrecarga cardíaca esquerda, pois o ventrículo esquerdo é o único ventrículo funcional que precisa bombear sangue para ambas as circulações. No eletrocardiograma, é comum encontrar desvio do eixo para a esquerda e hemibloqueio anterior esquerdo. O raio-X de tórax tipicamente mostra hipofluxo pulmonar e cardiomegalia às custas do ventrículo esquerdo. O diagnóstico diferencial inclui outras cardiopatias cianóticas com hipofluxo pulmonar, como a Tetralogia de Fallot grave. No entanto, a combinação de cianose, hipofluxo pulmonar, sobrecarga de ventrículo esquerdo e hemibloqueio anterior esquerdo é altamente sugestiva de atresia tricúspide. O tratamento inicial visa manter a patência do ducto arterioso com prostaglandina E1 e, posteriormente, envolve cirurgias paliativas e corretivas, como a cirurgia de Fontan.
Os achados incluem cianose refratária ao oxigênio, sopro sistólico, sinais de sobrecarga cardíaca esquerda (no ECG ou ecocardiograma), hemibloqueio anterior esquerdo no ECG e, no raio-X de tórax, hipofluxo pulmonar e cardiomegalia com ventrículo esquerdo proeminente.
A atresia tricúspide impede o sangue do átrio direito de chegar ao ventrículo direito e, consequentemente, à artéria pulmonar. O sangue venoso sistêmico precisa passar para o átrio esquerdo (via forame oval ou CIA) e se misturar com o sangue arterial, resultando em cianose. O hipofluxo pulmonar ocorre devido à ausência de fluxo direto para a circulação pulmonar.
Embora ambas causem cianose e hipofluxo pulmonar, a atresia tricúspide tipicamente apresenta sobrecarga de ventrículo esquerdo e hemibloqueio anterior esquerdo no ECG, enquanto a Tetralogia de Fallot geralmente cursa com sobrecarga de ventrículo direito e desvio do eixo para a direita.
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