UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Recém-nascido a termo, parto via vaginal, apgar 9/9, apresentando salivação excessiva após o nascimento. Durante a amamentação, evoluiu com regurgitação, cianose e insuficiência respiratória. Não foi realizada passagem de sonda nas narinas, ou pela boca, na sala de parto. USG pré-natal evidenciava poli-idramnia. Raios X simples com 8 horas de vida: visualização do coto esofágico proximal contrastado pelo ar e presença de ar no intestino delgado. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a hipótese diagnóstica mais provável e o exame para confirmá-la.
RN com poli-idramnia, salivação excessiva, cianose/engasgos na alimentação + ar no abdome → Atresia de Esôfago com Fístula Traqueoesofágica.
A atresia de esôfago deve ser suspeitada em RN com poli-idramnia pré-natal, salivação excessiva e episódios de engasgos/cianose durante a alimentação. A presença de ar no abdome em um RX simples sugere fístula traqueoesofágica distal, sendo o tipo mais comum. O diagnóstico é confirmado pela impossibilidade de passar uma sonda gástrica e radiografia com contraste.
A atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita grave, caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica (FTE). A incidência é de aproximadamente 1 em 3.500 nascidos vivos, e o diagnóstico precoce é vital para a sobrevida do recém-nascido. O quadro clínico típico inclui poli-idramnia pré-natal, salivação excessiva, engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação. A impossibilidade de passar uma sonda orogástrica ou nasogástrica além de 10-12 cm é um forte indicativo. A radiografia simples de tórax e abdome é fundamental: a visualização do coto esofágico proximal contrastado pelo ar e a presença de ar no intestino delgado são achados clássicos da atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal (tipo C, o mais comum). O diagnóstico definitivo é feito pela impossibilidade de progressão da sonda e pela radiografia. O exame radiológico contrastado com pequena quantidade de contraste hidrossolúvel pode delinear a anatomia da atresia e da fístula. O tratamento é cirúrgico, visando a correção da atresia e o fechamento da fístula, com prognóstico que depende da presença de outras malformações congênitas (síndrome VACTERL) e da prematuridade.
Os sinais incluem salivação excessiva, engasgos, tosse, cianose e desconforto respiratório durante as tentativas de alimentação, além de história de poli-idramnia materna.
A poli-idramnia ocorre porque o feto não consegue deglutir e absorver o líquido amniótico adequadamente devido à obstrução esofágica, levando ao acúmulo de líquido no útero.
A radiografia simples pode mostrar a sonda gástrica enrolada no coto esofágico proximal. A presença de ar no abdome indica uma fístula traqueoesofágica distal, enquanto a ausência de ar sugere atresia sem fístula ou com fístula proximal.
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